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sábado, 20 de outubro de 2018

Um país

Queria levar-te a um país de Verdade e de Fé
Onde só existe o Bem e a Paz e não há malvadez.
Queria levar-te a viver num Paraíso de Amor e Pureza
Onde todos se amam e se vive em comunhão com a Natureza.

Mas esse lugar fica longe e não te posso lá levar,
Por isso, em vez disso, levo-te sempre dentro do meu coração!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

domingo, 10 de junho de 2018

Romantismo

Acordo contigo no meu pensamento.
Passo o dia contando as horas que faltam para estar contigo.
O momento mais feliz é quando chega a noite
E te posso ver.
Adormeço a pensar em ti
E no sono sonho contigo.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sábado, 26 de maio de 2018

Pintura

Fez-te o mar
Fez-te a sombra
Fez-te o luar
O horizonte.

Fez-te o céu
O azul, as nuvens
Fez-te o verde
As árvores, o chão
Tudo.

Fez-te a noite
Fez-te as estrelas
Fez-te a terra, o vento
A luz.

Fez-te assim
Fez-te como és
Para mim.
És mar, és sombra
Luar e horizonte
O céu, as árvores
A noite e as estrelas
És terra, és vento, és luz
És sonho puro
Do meu pincel.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

domingo, 20 de maio de 2018

Queria de ti

Queria de ti a beleza dos campos em flor
Queria de ti a força das correntes dos rios
Queria de ti a paz do silêncio da noite
De ti quero o toque suave de uma lira.

Queria de ti um sentimento profundo
Uma paixão que devagar se transforma em amor.
Queria de ti tudo de bom
Que neste mundo vil ainda existe.

Queria de ti a protecção forte de uma montanha
Queria de ti o perfume intenso de uma rosa.
Queria de ti a transparência da água
Ou, quem sabe, talvez o calor do fogo.

De ti quero tudo.
Beleza, força, paz, suavidade, amor,
Bondade, protecção, sinceridade.
Mas o que eu quero mesmo de verdade
É estar contigo nem que seja só por uma tarde.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

sábado, 12 de maio de 2018

Janela

Naquela janela
Vi a luz do sol
Sob o campo verde

Vi-te a ti correndo
Cabelo ao vento
Asinhas nos pés
Como um deus correndo
Que desceu do céu

Anjo tu não eras
Eras feiticeiro
Pois me enfeitiçaste
Enquanto corrias
E eu te olhava
Naquela janela
Virada para o sol.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Este ano não dei cavaco a ninguém!

Este ano não dei cavaco a ninguém!
Não desejei Feliz Natal nem Feliz Ano Novo nem no blogue nem em nenhuma das redes sociais, não mandei mensagens nem emails a ninguém, não fiz balanços como costumo fazer... 
Enfim, toda a loucura que invade a blogosfera e as redes sociais nestes dias a mim passou-me ao lado, confesso. 
Não é que não tenha tido espírito natalício ou de festa, na verdade até tive mais do que nos anos anteriores. Apenas virei-me mais para o interior, para a casa, para a família e para o meu filho, pois claro!
Este ano foi especial, foi emocionante, foi uma descoberta. Foi como se nunca tivesse sido Natal e só este ano tivéssemos conhecido tal tradição. Tudo foi feito como se fosse a primeira vez, porque foi a primeira vez para o meu filho! Pelo menos foi a primeira vez que ele percebeu qualquer coisinha do Natal e das festas :)
Parece lamechas e cliché, mas é verdade, não se pode negar. Tudo o que é novo para ele, o que ele vê ou sente pela primeira vez não deixa de ser sentido por nós pela primeira vez, pois é inevitável pormos-nos no lugar dele ao ver o seu olhar, a sua admiração e surpresa!
É delicioso!
Por isso, este ano não dei cavaco a ninguém! 
Estive bastante absorvida, introvertida e encantada pelo meu menino! :)

Mas como não sou assim tão reles e mal educada, apesar de já estarmos a dia 7, desejo a todos os que me visitam neste meu cantinho um Feliz e Próspero Ano de 2016!

Sejam felizes e deixem-se encantar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Parabéns a mim!!

E ontem foi dia de aniversário cá em casa!!
Já sou trintona!! :)


Bolinho de laranja feito por mim, não liguem à javardice :)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Bom fim de semana :)



Hoje tive um ajudante para tratar da roupa!! :D

E vocês, já na lida da casa de fim de semana?
Aproveitem também para passear e descansar um pouco! :)

Bom fim de semana ;D

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Festa de Aniversário!!

Como disse aqui, o Miguel fez um ano no dia 9 deste mês!!
Um ano!! Passou tão rápido...

Fizemos uma pequena festinha, mais para adultos, só com duas crianças, uma vez que o Miguel não anda na creche e a maioria dos primos já são grandinhos.

Foi uma festa muito pequena, muito low-cost, com tudo feito em casa, mas com muito amor e felicidade :)

Deixo-vos um cheirinho:

Decoração retirada da net :)


Bolo feito pelas mãos de fada da minha tia Rosa!


Iguarias bem portuguesas feitas em casa por mim, pela minha mãe e pela minha tia Rosa :)


Com decoração também retirada da net :)

Como vêem, foi tudo muito simples, barato e familiar. Sei que a moda é outro tipo de festas, mas não tenho qualquer problema em dizer que não as posso fornecer.
Mais tarde, quando o Miguel entender melhor o conceito de aniversário e já tiver os seus amiguinhos, então aí talvez arrisque num tipo de festa de aniversário mais na moda :)

Para já, olhem só para a cara de felicidade dele a brincar com a família toda reunida!! :D









domingo, 9 de agosto de 2015

1 ano de Miguel




Imagem retirada de: http://www.partyland.pt/media/catalog/product/cache/1/image/600x600/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/2/3/23950_vela_para_bolos_de_1_anivers_rio_de_menino.jpg


terça-feira, 9 de junho de 2015

O Miguel faz 10 meses!!

E que grande que está o meu bebé! 
Daqui a nada já não é nenhum bebé...
Oh tempo, anda mais devagar...!


 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os últimos dias

Pois é, eu sei, sou uma desnaturada e já não actualizo o blog há semanas...
A verdade é q o menino Miguel pela primeira vez ficou doente, constipadito. Depois fiquei eu doente, com gripe, ainda a recuperar, e os dias foram passando e acabei por não escrever nada...

Então, e o q se passou nestes últimos dias?

O Miguel fez 6 mesinhos!! Está um homenzinho, come bem, palra imenso e ri-se como um perdido!! Volta-se para chegar onde quer e ensaia o sentar com apoio.



Guloso

Depois veio o dia dos namorados... Não comemoramos com nada especial nesse dia a não ser com uma caixa de bombons para ele e um ramo de flores para mim :)

Sim, eu sei, sou muito tradicional, adoro um buquê de flores variadas!

A seguir veio o Carnaval! Eu não ligo nada ao Carnaval, mas este ano teve um sabor diferente com o Miguel e não resisti a comprar-lhe um disfarce, apesar de ele, coitadito, não ter percebido nada!! Não era bem a máscara que eu queria, mas a crise não permitiu um fato mais fofinho, e lá foi ele de Robin dos Bosques!!


A consulta dos 6 meses também correu muito bem! O meu borrachinho está muito bem e recomenda-se, palavras da pediatra! 
Pesa quase 8 kg e mede 66 cm!! :)

Tá um grandão, portanto!!!

E assim foram os últimos dias! Nada de muito interessante a não ser para uma mãe babada, mas q eu gosto de partilhar nem q seja para vos arrancar sorrisos com este sorriso!! :D

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Esta coisa de ser Mãe



Quando decidi ter um filho, sabia que a minha vida ia mudar completamente a partir daquele momento. Pesei muito bem a decisão, os prós e os contras, as responsabilidades e as alegrias.
Sabia que era a hora certa, porque simplesmente não existe uma hora certa.

Quando soube que estava grávida, os cuidados comigo própria mudaram como da noite para o dia. Já não era só eu, que tantas vezes me desleixava ou não me dava importância. Éramos nós os dois, eu e o meu filho. Acima de tudo uma vida que eu carregava dentro de mim, extremamente frágil e extraordinariamente preciosa. Por vezes, nem acreditava que era verdade, não acreditava que tal milagre fosse possível, pelo menos em mim.
Acho que só caí em mim, na realidade, quando fiz a primeira ecografia. Quando o vi pela primeira vez. Era uma criança, um bebé que eu tinha na minha barriga! O meu bebé! Que extraordinário!

Comecei a sentir-me importante, alguém a ter em conta, alguém que devia ser cuidada e protegida. Senti-me mais frágil, mais efémera. Tinha de ter cuidados, tinha de me proteger, não por mim, mas pelo milagre dentro de mim.

Quando o senti mexer a primeira vez, ainda bem pequenino, ainda só no fundo de mim, sem se notar do lado de fora, senti-me abençoada, diferente, extraordinária, acima de tudo e de todos. Uma sensação indescritível, algo tão íntimo e maravilhoso que só pode sentir quem é mãe!

Mãe! Uau! Sou mãe! Apesar de todo o processo da gravidez e do parto, de cuidar e mimar todos os dias o meu filho, ainda me soa estranho chamar-me de mãe!...
Acho que só quando ele me chamar mãe é que eu vou cair em mim e acreditar e interiorizar a sério que sou mãe, que é assim que se chama ao que sou para ele...
Esta que o carregou, que lhe deu a vida, que o pôs no mundo, que o beijou ao nascer, que o cuida, que o amamenta, que o acarinha, esta que eu sou, sou sua mãe!

Realmente, só se valoriza tudo isto ao passar pela experiência...

Acho que se pode dizer mesmo "só quem é mãe é que sabe". É verdade mesmo.
Eu achava que não era, que tinha ideia do que era ser mãe, mas não, não tinha.

A felicidade, o deslumbramento, a abnegação, o minimizar tudo o resto, e só importar ele, o anular das minhas necessidades em prol das dele, o orgulho!...
Ui! Tantos tantos sentimentos novos acerca de um ser tão pequeno...
Tão meu!

Só quero aproveitar todos os momentos, todos os bocadinhos dele, todas as expressões, todas as mudanças, tão rápidas...
Sei que passa tudo rápido demais e eu só quero ir parando no tempo e aproveitar tudo, absorver tudo, dar tudo!...
Esta coisa de ser mãe é realmente extraordinária!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Um novo ano

Pois é, tenho estado mais ausente do blog, mas por bons motivos, como sabem.
A experiência de ser mãe é muito absorvente e todos os dias apresentam novas situações a descobrir!
O Miguel tem 5 meses e é cada vez mais ativo, cada vez mais interage connosco, com cada vez mais gracinhas! :)

O Natal foi um pouco diferente com a presença do nosso pequenino! Apesar de não entender nada daquilo, para nós foi um Natal mais mágico e com outro sabor! Imagino quando ele for maior...

A passagem de ano foi como sempre foi, não é algo que eu comemore com muita festa. Aliás, à meia-noite o Miguel dormia no meu colo, por isso nem champanhe bebi :) Mas nunca deixo de refletir um pouco sobre o ano que passou e, claro, o que ocupa toda a minha mente é o meu filho! Foi e é o ponto alto do meu ano velho e será para sempre o ponto alto de todos eles!

Apesar de atrasada (mas ainda estamos em janeiro :D), desejo a todos um feliz 2015!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os primeiros dias


Depois de um parto difícil e de alguns percalços, nas horas seguintes na maternidade, eu andei como que anestesiada... Uma sensação, para mim até então, desconhecida...
Nada mais importava que aquele ser lindíssimo e perfeito que se encontrava nos meus braços pela primeira vez... Uma sensação de enamoramento avassalador, impossível de explicar por palavras...
Uma vontade de agarrar e nunca mais largar aquele pequenino... Uma vontade de cuidar e mimar tão forte que faz esquecer de nós mesmos...
Naqueles primeiros dias eu ainda não sabia, andava anestesiada, mas hoje sei-o com toda a certeza: aquele ser pequenino mudou a minha vida completamente... Entrou na minha vida com uma revolução de sentimentos e de emoções indescritíveis de que eu não me julgava capaz... Mudou tudo e também as minhas prioridades... Acima de tudo, ...mudou-me completamente...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

365 dias depois


365 dias depois recordo o dia maravilhoso que foi o dia do nosso casamento.
365 dias depois evoco os momentos românticos e os momentos divertidos que ainda me fazem emocionar ou rir.
365 dias depois, por mais que me surpreenda, lembro-me de todos os instantes, de todos os passos, de todos os olhares, de todos os sorrisos... de tudo.
365 dias depois ainda sinto a emoção que senti ao dizer o sim quando olho para ti.
365 dias depois ainda sinto a emoção que senti ao dançarmos quando me tomas nos braços.
365 dias depois sei que fizemos o certo.
365 dias depois casaria de novo contigo.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O que eu gostaria de visitar em Sintra...

Depois de uma série de posts sobre a minha lua-de-mel passada em Sintra, nos quais falei e mostrei um pouco do Hotel Sintra Jardim, do Centro Histórico da Vila, do Castelo dos Mouros, do Palácio e Parque da Pena e do Convento dos Capuchos, venho hoje falar sobre aqueles lugares / monumentos históricos de Sintra que eu gostaria de ter visitado na altura, se o tempo (cronológico e meteorológico) tivesse permitido.

Pois bem, se pudesse, e espero um dia poder fazê-lo, teria visitado:


O Palácio Real de Queluz, também chamado de Palácio Nacional de Queluz, consiste num palácio do século XVIII. Um dos últimos grandes edifícios em estilo rococó erguidos na Europa, o imóvel foi construído como um recanto de verão para D. Pedro de Bragança.

Serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha D. Maria I, enquanto demente e sobretudo despois da morte de D. Pedro, em 1786. Após o incêndio que atingiu o Palácio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do Príncipe Regente português, o futuro D. João VI e de sua família.

Permaneceu assim até à fuga da Família Real para o Brasil, em 1807, devido às Invasões Francesas. 

A construção do Palácio iniciou-se em 1747, tendo como arquitecto Mateus Vicente de Oliveira. Apesar de ser muito menor, é chamado frequentemente o "Versailles português". A partir de 1826, o palácio deixou lentamente  de ser o eleito pelos soberanos portugueses. Após um grave incêndio ocorrido em 1934, o qual destruiu o seu interior, o monumento foi extensivamente restaurado e, hoje, encontra-se aberto ao público.

Uma das alas do Palácio de Queluz, o Pavilhão de Dona Maria, construído entre 1785 e 1792 pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa, é, na actualidade, um quarto de hóspedes exclusivo para chefes de Estado estrangeiros em visita a Portugal.

Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.





O Palácio de Monserrate insere-se no Parque de Monserrate, situado na Freguesia de São Martinho.

O palácio foi projectado pelos arquitectos Thomas James Knowles (pai e filho) e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate. A elaboração dos jardins soube explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo-se, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas. 

Este palácio, que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena. Actualmente encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

O Palácio de Monserrate foi visitado por Lord Byron, poeta anglo-escocês e figura grada do Movimento Romântico. Visitou a quinta em 1809 e cantou a sua beleza no poema "Childe Harold's Pilgrimage". O Palácio de Monserrate tem ainda uma breve aparição na mini-série de TV, 'As Viagens de Gulliver', de 1996.

Por entre árvores dos quatro cantos do mundo, cascatas e lagos, caminhar no Parque de Monserrate é sentir-se envolvido por uma mística romântica.




O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.



A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a sua espiritualidade.






O majestoso Palácio de Seteais é, há mais de dois séculos, parte integrante da exuberante paisagem histórico-artística da serra de Sintra. O local onde foi edificado faz dele um autêntico miradouro para a fascinante região saloia e no seu seguimento o imenso Oceano Atlântico. 
Um local tão deslumbrante tinha que inevitavelmente ter uma lenda associada. O topónimo Seteais, segundo a narrativa, pode derivar de quando se dizia a palavra “ai”, o seu eco repetia-se por sete vezes e de “sete ais” a Seteais foi um passo. No entanto, sabe-se que antigamente aquele local se chamava Centeais por ser terra de centeio. É quase certo que o actual topónimo se deve a este antigo nome. 






Cabo da Roca, um local muito bem descrito por Camões, "onde a terra acaba e o mar começa", visto ser o ponto mais ocidental do continente europeu.



São estes, então, os locais que eu gostaria de visitar em Sintra, mesmo depois de ter visitado a vila há pouco tempo. Espero um dia poder realizar esse desejo...





Todas as fotografias e descrições foram retiradas daqui: http://www.sintraromantica.net
Para mais informações visitem essa página, está muito completa.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Convento dos Capuchos - Sintra, Portugal



Olá!! Hoje vou falar-vos um pouco sobre o Convento dos Capuchos, o último monumento histórico que visitei durante a minha lua-de-mel em Sintra.

Sempre me fascinou este monumento, sempre imaginei um lugar de paz, de harmonia com a natureza, e não me desiludi. A atmosfera de paz é muito envolvente, em união total com a natureza. O edifício em si é muito pequeno, com divisões mínimas, sem sequer o essencial, e é de espantar como os monges conseguiam lá viver...

A entrada

Terreiro das Cruzes

Terreiro do Sino - dois caminhos ladeiam a cruz e representam o livre-arbítrio.

Terreiro da Fonte


Entrada do edifício [Chovia de vez em quando :) ]



Claustro
Ermida do Senhor no Horto
Interior - uma das divisões [Esta era uma das maiores, imaginem as outras :)]
Um dos corredores... era assim que nos guiávamos na escuridão, através destas luzinhas no chão... Aqui entrava a luz do dia, mas havia lugares completamente sem luz alguma a não ser estas pequenas luzes...


Ermida do Ecce Homo - "Eis o Homem" [A imagem no interior representa a apresentação de Cristo à população por Pôncio Pilatos]



"O Convento dos Capuchos foi mandado construir em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado de D. Sebastião e vedor da Fazenda, em resultado do cumprimento de um voto de seu pai, D. João de Castro, quarto vice-rei da Índia. O Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra surgia, assim, num lugar isolado e inóspito, cujas condições naturais à época da sua fundação, tiveram decerto forte influência na escolha da sua localização.

O convento capucho de Sintra é um dos múltiplos exemplos da religiosidade pietista do século XVI em Portugal e ficou conhecido pelo extremo da sua pobreza de construção. De dimensões reduzidas, com celas e dormitório revestidos a cortiça e uma capela cuja abóbada se forma na própria rocha, motivariam a afirmação de William Beckford que em 1787 relatava a sua visita ao Convento dizendo: “…seguimos durante várias milhas um atalho estreito sobre uma colina selvagem e deserta que nos levou ao Convento dos Capuchos, que à primeira vista corresponde à imagem que se tem da morada de Robinson Crusoé” (William Beckford e Portugal. A viagem de uma paixão. Catálogo de Exposição. Palácio Nacional de Queluz, 1987, p. 159).

O Convento materializa o ideal de fraternidade e irmandade universal dos frades franciscanos. Os que o habitaram integravam-se na Província da Arrábida, da Ordem dos Frades Menores Regulares e Observantes.

A portaria do convento, um simples telheiro com tecto e traves de madeira forradas de cortiça, constitui justa expressão da pobreza e contenção que norteou esta construção desprovida de elementos decorativos. 

Habitado ainda nos finais do século XVIII, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos terá sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas que o regime liberal determinara. 

Os elementos artísticos existentes no convento apresentam-se hoje muito degradados, fruto do próprio tempo, e sobretudo dos actos de vandalismo a que todo este monumento foi submetido.

A rusticidade do convento, contudo, não pôde ser adulterada pela austeridade inerente a uma estrutura quase rupestre. Numa visita ao edifício, percorremos a exiguidade dos seus corredores incorporados nos blocos de granito, e deixamo-nos envolver na penumbra do quotidiano destes religiosos. Da Igreja passase para o Coro Alto onde se entoavam os cânticos da celebração da missa. Descobre-se, nesse local, a entrada para o corredor das celas, cujas portas de pequena dimensão obrigavam à adopção de uma postura de genuflexão, expressão de humildade perante a intimidade desse local. No final do corredor encontra-se o refeitório onde as refeições tinham lugar sobre uma mesa de pedra, ofertada pelo Cardeal D. Henrique como prova da sua admiração pela vida que aqui se levava. Através de uma ministra, vislumbra-se a cozinha e mais adiante, a Cela do Noviço. Na Casa das Águas, pode constatar-se a preocupação dos frades com a higiene e salubridade do meio em que viviam. O quotidiano desta casa era também preenchido pelas ocupações a que estes religiosos se entregavam na biblioteca, nas enfermarias, sendo ainda possível descobrir-se a ala dos hóspedes e finalizar-se o percurso pelo interior do edifício
entrando na Sala do Capítulo.

A vegetação que rodeia o Convento deve-se já a políticas de gestão florestal de meados do século XIX. Antigamente, o local era muito mais aberto e ensolarado, como pode ser visto nas gravuras contemporâneas à ocupação dos frades. Fora da cerca do convento os terrenos eram cultivados e também se praticava a pastorícia. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos e aos altos dos penedos. A mata do convento, com os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, beneficiou seguramente da protecção dos religiosos. Tendo sobrevivido até aos nossos dias, a mata constitui provavelmente o testemunho mais importante da floresta primitiva da serra de Sintra. Esta mata é constituída por uma formação arbórea submediterrânica dominada por carvalhos caducifólios, com elementos do maquis mediterrânico no subcoberto e grande profusão de fetos, musgos e plantas epífitas e trepadeiras que tudo envolvem e recobrem num denso emaranhado vegetal. Destacam-se, ainda, como exemplares isolados cultivados pelo Homem, o frondoso plátano que cobre o adro do convento, o velho freixo do pátio de entrada e alguns exemplares de buxo de porte invulgar que marginam os caminhos. Pela sua raridade, estado de conservação, porte notável de muitos exemplares e carácter relítico, constitui esta mata um importante valor natural que importa salvaguardar."




Amei visitar o Convento dos Capuchos! Senti-me quase como imagino que os religiosos se sentiam a viver ali: em paz, em harmonia total com a natureza envolvente... Uma vida simples mas, imagino eu, imensamente feliz...

Só tenho duas coisas a apontar... Na minha opinião, as luzinhas no interior não deviam estar no chão mas sim no teto, para se poder ver melhor... Estive a tropeçar algumas vezes... Além disso, apesar de nos darem um mapa para nos orientarmos lá dentro, penso que deviam pôr tanto no interior como no exterior placas de referência... Isto porque interpretar mapas não é o forte de muita gente e é mau para o visitante, por exemplo, achar que está na biblioteca e afinal estar no quarto dos noviços ou coisa parecida... :)



Todas as fotografias publicadas são da autoria da administradora do blogue.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Estive de férias...

Pois é, estive mais ausente por aqui pois estive de férias... Ou melhor, estive a aproveitar as férias do marido, para estarmos mais tempo juntos, sem a rotina do dia-a-dia.

E por onde andei?...

Bem, maioritariamente por casa...

Mas também houve a oportunidade de andar por aqui:




E por aqui:



Em breve mostro mais!!




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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palácio e Parque da Pena - Sintra, Portugal


Não sei se adivinharam, mas esta fotografia é da Estrada de Sintra ou Calçada da Pena, a caminho do fabuloso Palácio da Pena!
Pois é, não me esqueci dos posts prometidos e hoje vou falar e mostrar um pouco desse monumento cheio de beleza e história!

Deixamos o carro na saída do Parque da Pena e subimos a Calçada da Pena, onde tiramos esta fotografia espantosa, até à entrada do palácio.


Lá havia vários destes transportes para levar os turistas até ao palácio propriamente dito, mas nós preferimos subir a rampa do palácio a pé, para melhor apreciar a paisagem!





O Palácio da Pena é verdadeiramente uma obra fascinante e de uma beleza exótica fantástica! Mas, não sei se foi do nevoeiro, achei-o muito degradado em termos exteriores... Talvez volte lá num dia solarengo e mude a minha opinião...








O famoso Tritão

Depois visitamos o Palácio por dentro, que é uma autêntica aula de História, mas dessa parte não tenho fotos pois é proibido fotografar lá dentro. Adorei esta visita!!


De seguida continuamos pelo Parque da Pena, cheio de lugares misteriosos e espécies exóticas!


Templo das Colunas - Alto de Santo António

Estátua do Guerreiro ou O Gigante

Acesso ao Alto de Santa Catarina

Alto de Santa Catarina - Miradouro

Lago da Concha

Feteira da Rainha

Uma espécie muito exótica

Fonte dos Passarinhos


Vale dos Lagos
As famosas Pateiras
A Entrada dos Lagos, por onde saímos

"O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra e inserido no Parque da Pena, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007, foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo, aliás, o primeiro palácio romântico da Europa, construído cerca de 30 anos antes do carismático Schloss Neuschwanstein, na Baviera.
O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo, assim, o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.

São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros e rosas de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são, igualmente, pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um grande corredor de fetos arbóreos.

Todo o Parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa detentor do mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes, donde são originárias."




Espero que gostem e que vos abra o apetite para também visitarem!!



Todas as fotografias publicadas são da autoria da administradora do blogue.
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Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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