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domingo, 4 de novembro de 2018

Quem sabe, quem disse?

Quem sabe, quem disse
Que o amor é fraco ou forte
Dá-nos alegrias e vícios
Por vezes até a morte

Quem sabe, quem disse
Que o amor é a maior cura
Por vezes tira-nos tudo
Deixa-nos pouco mais que o corpo



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A partida

Sei que foste embora, tentado, deixando para trás apenas o eco dos teus passos que ainda ouço ressoar.

Sei que foste embora, revoltado, sem qualquer réstia de arrependimento ou dor no teu olhar.

Sei que foste embora, decidido, apressado, sem nenhuma despedida emocionada, com rancor.

Sei que foste embora, para sempre, demente, renegando, assim, o nosso amor.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Ninguém

Ninguém limpa as minhas lágrimas
Ninguém beija a minha face
Ninguém me liberta dos medos
Ninguém me abraça apertado.

Ninguém me diz: “Tu consegues!”
Ninguém é capaz de me escutar
Só rezo para um dia encontrar
Esse ninguém na minha vida…


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sábado, 29 de setembro de 2018

Ode ao Sono

Vem, Sono, vem!
Vem cobrir de trevas os meus pensamentos
Vem fechar meus olhos para eu não ver o sofrimento
Vem povoar de sonhos o meu espírito.


Ah! Bendito Sono!
Bem-aventurado sejas por me dares este consolo.
A minha alma te agradece esse descanso apetecido
E o meu corpo ama essa tua letargia.


Vem Sono, vem interromper meus pensamentos tenebrosos,
Minhas ideias suicidas.
Vem dar vida a este meu espírito que só pensa na morte.
Vem oferecer-me os sonhos da minha vida!




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Chuva

Abençoada a chuva que cai e esconde as minhas lágrimas
Abençoada a chuva que cai e esfria a minha raiva
Abençoada a chuva que cai e alivia a minha dor
Abençoada a chuva que cai e limpa a minha alma.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ausência

Estendo para ti a minha mão
Para sentir teu aconchego
Mas só encontro a meu lado
O teu lugar na cama vazio.

Chamo teu nome no escuro
Procuro-te pelo quarto
Por fim encaro a verdade
Já não estás mais aqui.

Depois dos beijos trocados
Depois das carícias infinitas
Depois do abraço apertado
Fico na solidão, triste.

Choro, gritando nunca mais.
Mas quando te aproximas de mim
Não consigo resistir-te
E de novo me entrego, feliz…



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Mar

Sinto-te longe
Quero-te perto
Peço ao mar
Que me devolva
O meu amor...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Espectro

Vivo longe
Mas moro perto.

Minha sombra e meu deserto
São de quem morreu
E de mim está perto.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sem ti

Contigo tinha tudo:
Ambição, Esperança, Sonhos.
E agora sem ti o que tenho?
Que irei ambicionar?
O que hei-de esperar?
Com quem irei sonhar?

Maldito o dia em que te conheci!

...

Em que dia foi?!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Vou despir-me, vou arrancar a minha roupa e atirá-la para um canto
Como quem despe, arranca e atira para um canto a sua alma.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Amar

Dizem que amar é sofrer
"Quem cedo começa a amar, cedo começa a sofrer"
É verdade, ninguém o nega.
Porém, se não se amar e não se sofrer
Nunca se há-de viver
Por isso, não tenhas medo de amar
Nem tenhas medo de sofrer
Senão, um dia, quando a vida passar
E olhares para trás
Verás que nunca viveste
E aí sim, começarás a sofrer
E já não conseguirás amar...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

domingo, 29 de abril de 2018

Come back to me

I´m unhappy
I can´t live
I´m so sad
I can´t breathe.

Without you
I´m so bad
I´m confused
I´m in hell.

Please come back
Please be here
I need you
To survive.

If you´re human
If you have heart
Please come back
Don´t hurt me.

My life has no sense
My heart is so cold
So please come back,
Come back to me, love.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Na sombra

Quando se nasce ninguém pede para nascer, não nos é dado a escolher, tal como não nos é dado a escolher quem será o nosso pai, mãe, irmãos ou o resto da família.
Ninguém escolhe nascer, tal como ninguém escolhe ir ou não para a escola, é porque tem de ser.
Quando eu nasci, nasci com um gosto amargo. Um gosto de fel de quem não é desejado. De quem entra numa família partida, desestruturada.
Uma vida condicionada, à sombra dos acontecimentos passados, vivida de forma cautelosa, reservada, castradora, para não repetir os erros dos outros, que afinal, no fim de contas, nem eram tão errados assim.
Quando nos habituamos a estar na sombra, ficamos assim mirrados, vergados, cinzentos, humildes e humilhados. Sem a cor, a vida, a postura, a determinação, a coragem de quem vive ao sol, de quem é olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, de quem é o centro das atenções mesmo no meio da multidão.

Os anos foram passando, nada melhorou, foi só piorando. Quem não é olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, quem não é o centro das atenções de seus pais nos seus primeiros anos, sente-se invisível, perdido, mirrado, vergado, cinzento, humilde e humilhado. Sem cuidado, sem carinho, sem orientação, não tomamos as melhores decisões, não conseguimos ter coragem e empoderamento para atingir os objetivos, e o fracasso começa a fazer parte do nosso dicionário mais vezes do que o desejado.
Nunca tive sucesso, sempre fui mediana, irrisória, mais uma dentro da média.
Também nunca fui absolutamente fracassada, nunca mereci a atenção dos que estão em dificuldades. Mas, lá está, sempre fui mediana, discreta, invisível.
E amargurada, amarga, invejosa, rancorosa. Carrego ainda muitas mágoas e não sei se algum dia me vou libertar delas.
Parece que não, mas é difícil ser-se assim, tão mediano, discreto, invisível, não ser olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, não ser o centro das atenções de ninguém, não estar ao sol, viver sempre na sombra...


sábado, 28 de setembro de 2013

Recordação

Hoje venho-vos presentear com um dos poemas que faz parte do meu livro, que dá nome a este blog, Queria de ti.

Espero que gostem e vos traga também boas recordações...


Recordação

Já não escrevo poemas como antes,
Apenas tenho a recordação
De ti, de nós.

Já não recebo as tuas cartas como antes,
Apenas tenho o consolo
De as ler de novo.

Já não distingo bem o teu rosto
O teu cheiro, o teu corpo,
Apenas sonho com o que passamos juntos.

E escrevo, mas só para te lembrar
E penso, mas só em ti
E esqueço, mas volto a recordar-te.

Amo-te. Nunca to disse.
Sinto a tua falta
Mas não sei de ti.

Volta. Digo-te em sonhos
E em poemas,
Mas tu não voltas para mim.

Sinto-me só, sem ti
Choro com dor, por ti
Quero amor, de ti.

Já não conto os meus segredos como antes,
Só os contava a ti
Agora guardo-os para mim.

Já não me liberto das mágoas como antes,
Eras tu que me libertavas
Agora elas destroem-me por dentro.

Já não rio, não sorrio
Já não sonho com o futuro
Só te invoco, te recordo.

Evoco os dias que eram dias por te ter a ti
Chamo-te na noite, não respondes
E eu fico na escuridão e no silêncio

Sem ti.



In: Queria de ti, Corpos Editora, 2012.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pensamentos

Um sem número de coisas passam pela cabeça...
Uma história inacabada, um final partido a meio...
Fico sem chão, sem paz...
Pensamentos dúbios, confusos, que me fazem ensandecer...

Sinto-me partida a meio...
Não!... Partida em mil pedacinhos...
Sinto-me pequena, incompleta,
Não me sinto eu, não me sinto nada...

Estou fora de mim,
Não me encontro...
Parece que vagueio,
Que não tenho morada...

Partiste cedo demais...
Sem aviso, sem adeus...
Deixaste-me sozinha em vão...
Sinto-me traída sem razão...

Os pensamentos sucedem-se...
Não me deixam descansar...
Sei que devo levantar-me...
Mas não vejo nenhuma razão...

Volta!
Não partas!

...

Porquê?



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 18 de junho de 2013

Sopro

Num sopro se esvai a vida

Desaparece uma alma

Um amigo

Um conforto...




Num sopro esvaíu-se um sonho

Um poder

Um amor

Uma esperança...




Tão facilmente...

Tão de repente...

Tão inacreditável...




Porquê?...




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quem sabe, quem disse?

Quem sabe, quem disse
Que o amor é fraco ou forte
Dá-nos alegrias e vícios
Por vezes até a morte

Quem sabe, quem disse
Que o amor é a maior cura
Por vezes tira-nos tudo
Deixa-nos pouco mais que o corpo



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Escrevo para ti estas linhas

Escrevo para ti estas linhas.
Minhas mãos tremem, mal seguram a caneta.
Depois da tua partida caí num abismo profundo de infelicidade e desespero.
Um vazio dentro de mim ao qual não consigo escapar, uma angústia sem fim que não me deixa sossegar.
Estou alerta, não consigo dormir nem descansar.
A minha mente não pára de pensar em nós os dois, e o meu coração aperta até não me deixar respirar.
Porque partiste, porque não tentaste nos reparar?
Porque desististe sem querer lutar?
Tanto que ficou por dizer, tanto que ficou por revelar…
Queria contar-te o sentido que dás à minha vida, o quanto inspiras os meus sonhos a tornarem-se realidade, o quanto me fazes sentir mais mulher e mais capaz
Mas viraste-nos as costas, a minha boca calou-se, a minha mão que queria tentar tocar-te só mais uma vez retraíu-se, e tu não olhaste para trás, partiste…
Escrevo para ti estas linhas na esperança de que, tal como eu tenho sentido, tu sintas a dor da minha ausência, a incompreensão de um final inacabado e injusto, a sensação constante de que não deve ser assim…
Escrevo para ti estas linhas porque ainda espero, ainda quero, ainda sinto, ainda preciso… de ti...

Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A propósito do dia da Mulher...

A propósito do dia da Mulher... e porque nem todas nós vemos os nossos direitos respeitados...

  Sete anos

Ao longo de sete anos
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.

Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.

Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.

Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.

Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Indecisão

Sabem aquela fase na vida... 
em que nada do que sonhamos um dia realmente acontece, ... 
em que tudo o que planeamos e vivemos no momento já não faz o mesmo sentido que fazia antigamente, ... 
em que as oportunidades parecem escorregar-nos entre os dedos e não as conseguimos agarrar, ...
em que o tempo nos escapa e parece que já é tarde demais... ?

Sabem? ...

Eu estou nessa fase...