sexta-feira, 4 de maio de 2012

À espera da Primavera

Meu coração dorme
Á espera da Primavera
Onde possa finalmente
Despertar e florir de novo!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

Deixo-vos com uma frase de reflexão:

Quão perto está o ódio do amor
E quão fácil nos é amar ou odiar!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

Ausente


Não sei que espécie de efeito a chuva tem em mim, principalmente aquela fora de época, não o percebo em pleno, não sei que processos envolve, o que origina esse efeito, como ele se desenvolve, como ele leva a certas consequências...
Só sei que quando chove dias e dias seguidos sinto-me mais estática, melancólica, sem vontade...
Principalmente num momento como este, em que a minha vida está como que sem rumo, sem trajectória fixa definida...
Por isso tenho estado calada, sossegada, sem produzir...
Mas tenho consciência de que tal deve acabar! Mas que é isto?! Deixar-me afectar pela chuva... não pode ser... Regressarei em pleno, contrariando a minha falta de convicção inconsciente! E vai ser hoje!



Imagem retirada de http://imprensafalsa.com/tag/chuva

sábado, 28 de abril de 2012

Mais um poema inédito...

What do you see?
What do you seek?
Where are you going?
How can you breath?

It’s time for you.
It’s time for us.
The search is complete.
They’re waiting already…


Come!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Pintura

Mais um pequeno presente!!!!
Este poema também faz parte do meu livro, aqui ao lado, já à venda!!!


Pintura

Fez-te o mar
Fez-te a sombra
Fez-te o luar
O horizonte.

Fez-te o céu
O azul, as nuvens
Fez-te o verde
As árvores, o chão
Tudo.

Fez-te a noite
Fez-te as estrelas
Fez-te a terra, o vento
A luz.

Fez-te assim
Fez-te como és
Para mim.
És mar, és sombra
Luar e horizonte
O céu, as árvores
A noite e as estrelas
És terra, és vento, és luz
És sonho puro
Do meu pincel.




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os poemas atrás publicados são inéditos...

Diferentes dos publicados no livro, mas fazem igualmente parte de mim...

Sete anos

Ao longo de sete anos
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.

Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.

Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.

Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.

Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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O café

Cá fora os pombos
As pedras sujas
O tempo quente
E aquele olhar
Franco e luzidio
Me fita.

Os pombos esvoaçam
Alimentam-se, entretêm-se
A gente passa
Indiferente
Andando apressada
E a mim me fita
Um olhar, quente
Aquele olhar franco e luzidio…


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Queria de ti

Uma vez que nestes últimos dias estive muito ausente, deixo-vos um miminho muito especial:
O poema que deu o nome ao meu primeiro livro publicado!!

Espero que gostem!!



Queria de ti

Queria de ti a beleza dos campos em flor
Queria de ti a força das correntes dos rios
Queria de ti a paz do silêncio da noite
De ti quero o toque suave de uma lira.

Queria de ti um sentimento profundo
Uma paixão que devagar se transforma em amor.
Queria de ti tudo de bom
Que neste mundo vil ainda existe.

Queria de ti a protecção forte de uma montanha
Queria de ti o perfume intenso de uma rosa.
Queria de ti a transparência da água
Ou, quem sabe, talvez o calor do fogo.

De ti quero tudo.
Beleza, força, paz, suavidade, amor,
Bondade, protecção, sinceridade.
Mas o que eu quero mesmo de verdade
É estar contigo nem que seja só por uma tarde.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma angústia, uma apatia...

Nos últimos dias tenho sentido uma certa angústia que não sei explicar, uma sensação de que algo vai mal e não vai melhorar, um peso, uma aflição... de quem está perdida e não consegue se encontrar...
E também uma apatia, uma inércia em relação a tudo o que tenho... Ainda não perdi tudo, ainda tenho coisas de que me orgulhar, mas, no entanto, não faço nada para as sustentar... Parece que até o que me resta quero perder! Parece que estou numa fase ou tudo ou nada! Parece que as partes que mantenho não me satisfazem e que a parte que me falta para mim é tudo!...
Não sei explicar... uma angústia, uma apatia...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Alguém

Sei de alguém que coleciona títulos de respeitabilidade, só pelo prazer de ser olhada em cima de um pedestal.
Sei de alguém que dá o dito por não dito, sem intenção alguma de o lamentar.
Sei de alguém que se rodeia de gente digna e culta, só para parecer ser o que nunca será.
Sei de alguém para quem nada é impossível, até um dia dela precisares.

Sei de alguém...
Tu... que nunca olhas além de ti e dos teus, que nunca vês para além dos teus muros e quintais, que nunca passou da sua linha de horizonte...

Tu... para quem nada é bom o suficiente, para quem ninguém lhe chega aos calcanhares, para quem o mal nos outros é mousse de chocolate...

Não sei como continuar esta relação, não sei como continuar a conviver contigo, não sei como fingir que está tudo bem, não sei como esconder que começo a odiar-te...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 27 de março de 2012

Sem ti

Contigo tinha tudo:
Ambição, Esperança, Sonhos.
E agora sem ti o que tenho?
Que irei ambicionar?
O que hei-de esperar?
Com quem irei sonhar?

Maldito o dia em que te conheci!

...

Em que dia foi?!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Cravos

Põe este cravo sob o teu cabelo
Um cravo branco como a paz e belo
Podia ser vermelho como a madrugada
Lembrando a luta pela liberdade
Mas é branco como a paz e belo...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sábado, 24 de março de 2012

Janela

Naquela janela
Vi a luz do sol
Sob o campo verde

Vi-te a ti correndo
Cabelo ao vento
Asinhas nos pés
Como um deus correndo
Que desceu do céu

Anjo tu não eras
Eras feiticeiro
Pois me enfeitiçaste
Enquanto corrias
E eu te olhava
Naquela janela
Virada para o sol.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Vou despir-me, vou arrancar a minha roupa e atirá-la para um canto
Como quem despe, arranca e atira para um canto a sua alma.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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