sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cavalo Negro


Tenho um cavalo negro.
Negro como a noite
Negro como as trevas que existem no meu coração
Negro como negra é também a minha alma.

Nele cavalgo.
A noite inteira
Entre o céu e a terra
O mar e as montanhas.
Nele sou livre
E é também livre a minha alma.

Assim a minha alma pode cavalgar...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.


Imagem retirada de http://fabriciofsousa.blogspot.pt/2010/09/cavalo-negro.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Voz


Ouço a tua voz
Que preenche os meus ouvidos
Que invade o meu cérebro
E purifica a minha mente

Ouço-a uma e outra vez
Horas a fio
Sem me fartar

Tua voz suave
Ritmada
Harmoniosa
Dá-me paz

Não penses que não te amo por não te falar
Basta-me ouvir-te
Falar, sempre
Horas a fio
Sem me fartar

Conta-me
Conta-me tudo
Só não pares de falar
Só não cales tua voz

Tenho sede de palavras
Mata-me a sede com a tua voz
Segreda-me frases de amor ao ouvido
Sibila, qual serpente bendita
Sussura letras sem sentido
Quando não tens mais assunto

Só não pares de falar
Só não cales tua voz.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Espectro

Vivo longe
Mas moro perto.

Minha sombra e meu deserto
São de quem morreu
E de mim está perto.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Paz

Deixa-me em paz
Deixa-me morrer
O mundo se apraz
Por me ver sofrer.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 6 de maio de 2012

Notícias do baú de recordações

Hoje fui visitar o meu baú de recordações e de poemas antigos… Pensava em sensações que estou a sentir e que sabia que já tinha sentido em alguma altura da minha vida. Então decidi vasculhar as minhas memórias…

Notícias

Vejo o Mundo nas notícias,
Vejo a morte em todo o lado.
Os assassinos agora são terroristas
E os maus da fita são árabes.

Vejo o Mundo nas notícias,
Na caixinha televisão:
Pequena tela de cinema
Onde a realidade parece ficção.

Entre as notícias que chegam
Há aviões que chocam com torres,
Discotecas onde se dança a morte
E teatros palcos de massacres.

Onde irá chegar o Mundo
Com notícias como estas?!
Onde irão chegar os Homens
Nesta vida de promessas?!

Escrevi este poema em Outubro de 2002, passado um ano de notícias alarmantes, de acontecimentos marcantes, que com certeza todos os da minha geração se recordam. Sinto que hoje em dia não estamos melhor, até sinto que estamos em mais um ponto de viragem histórica… Só não sei se para melhor ou pior… Muitos dos valores em que acreditávamos estão constantemente a ser postos em causa e já não sabemos mais em quem confiar e com quem podemos contar. É realmente uma vida de promessas e não sabemos onde iremos chegar!...





Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

À espera da Primavera

Meu coração dorme
Á espera da Primavera
Onde possa finalmente
Despertar e florir de novo!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Deixo-vos com uma frase de reflexão:

Quão perto está o ódio do amor
E quão fácil nos é amar ou odiar!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Ausente


Não sei que espécie de efeito a chuva tem em mim, principalmente aquela fora de época, não o percebo em pleno, não sei que processos envolve, o que origina esse efeito, como ele se desenvolve, como ele leva a certas consequências...
Só sei que quando chove dias e dias seguidos sinto-me mais estática, melancólica, sem vontade...
Principalmente num momento como este, em que a minha vida está como que sem rumo, sem trajectória fixa definida...
Por isso tenho estado calada, sossegada, sem produzir...
Mas tenho consciência de que tal deve acabar! Mas que é isto?! Deixar-me afectar pela chuva... não pode ser... Regressarei em pleno, contrariando a minha falta de convicção inconsciente! E vai ser hoje!



Imagem retirada de http://imprensafalsa.com/tag/chuva

sábado, 28 de abril de 2012

Mais um poema inédito...

What do you see?
What do you seek?
Where are you going?
How can you breath?

It’s time for you.
It’s time for us.
The search is complete.
They’re waiting already…


Come!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Pintura

Mais um pequeno presente!!!!
Este poema também faz parte do meu livro, aqui ao lado, já à venda!!!


Pintura

Fez-te o mar
Fez-te a sombra
Fez-te o luar
O horizonte.

Fez-te o céu
O azul, as nuvens
Fez-te o verde
As árvores, o chão
Tudo.

Fez-te a noite
Fez-te as estrelas
Fez-te a terra, o vento
A luz.

Fez-te assim
Fez-te como és
Para mim.
És mar, és sombra
Luar e horizonte
O céu, as árvores
A noite e as estrelas
És terra, és vento, és luz
És sonho puro
Do meu pincel.




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os poemas atrás publicados são inéditos...

Diferentes dos publicados no livro, mas fazem igualmente parte de mim...

Sete anos

Ao longo de sete anos
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.

Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.

Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.

Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.

Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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O café

Cá fora os pombos
As pedras sujas
O tempo quente
E aquele olhar
Franco e luzidio
Me fita.

Os pombos esvoaçam
Alimentam-se, entretêm-se
A gente passa
Indiferente
Andando apressada
E a mim me fita
Um olhar, quente
Aquele olhar franco e luzidio…


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Queria de ti

Uma vez que nestes últimos dias estive muito ausente, deixo-vos um miminho muito especial:
O poema que deu o nome ao meu primeiro livro publicado!!

Espero que gostem!!



Queria de ti

Queria de ti a beleza dos campos em flor
Queria de ti a força das correntes dos rios
Queria de ti a paz do silêncio da noite
De ti quero o toque suave de uma lira.

Queria de ti um sentimento profundo
Uma paixão que devagar se transforma em amor.
Queria de ti tudo de bom
Que neste mundo vil ainda existe.

Queria de ti a protecção forte de uma montanha
Queria de ti o perfume intenso de uma rosa.
Queria de ti a transparência da água
Ou, quem sabe, talvez o calor do fogo.

De ti quero tudo.
Beleza, força, paz, suavidade, amor,
Bondade, protecção, sinceridade.
Mas o que eu quero mesmo de verdade
É estar contigo nem que seja só por uma tarde.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma angústia, uma apatia...

Nos últimos dias tenho sentido uma certa angústia que não sei explicar, uma sensação de que algo vai mal e não vai melhorar, um peso, uma aflição... de quem está perdida e não consegue se encontrar...
E também uma apatia, uma inércia em relação a tudo o que tenho... Ainda não perdi tudo, ainda tenho coisas de que me orgulhar, mas, no entanto, não faço nada para as sustentar... Parece que até o que me resta quero perder! Parece que estou numa fase ou tudo ou nada! Parece que as partes que mantenho não me satisfazem e que a parte que me falta para mim é tudo!...
Não sei explicar... uma angústia, uma apatia...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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