terça-feira, 22 de maio de 2018

O café

Cá fora os pombos
As pedras sujas
O tempo quente
E aquele olhar
Franco e luzidio
Me fita.

Os pombos esvoaçam
Alimentam-se, entretêm-se
A gente passa
Indiferente
Andando apressada
E a mim me fita
Um olhar, quente
Aquele olhar franco e luzidio…


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 20 de maio de 2018

Queria de ti

Queria de ti a beleza dos campos em flor
Queria de ti a força das correntes dos rios
Queria de ti a paz do silêncio da noite
De ti quero o toque suave de uma lira.

Queria de ti um sentimento profundo
Uma paixão que devagar se transforma em amor.
Queria de ti tudo de bom
Que neste mundo vil ainda existe.

Queria de ti a protecção forte de uma montanha
Queria de ti o perfume intenso de uma rosa.
Queria de ti a transparência da água
Ou, quem sabe, talvez o calor do fogo.

De ti quero tudo.
Beleza, força, paz, suavidade, amor,
Bondade, protecção, sinceridade.
Mas o que eu quero mesmo de verdade
É estar contigo nem que seja só por uma tarde.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Alguém

Sei de alguém que coleciona títulos de respeitabilidade, só pelo prazer de ser olhada em cima de um pedestal.
Sei de alguém que dá o dito por não dito, sem intenção alguma de o lamentar.
Sei de alguém que se rodeia de gente digna e culta, só para parecer ser o que nunca será.
Sei de alguém para quem nada é impossível, até um dia dela precisares.

Sei de alguém...
Tu... que nunca olhas além de ti e dos teus, que nunca vês para além dos teus muros e quintais, que nunca passou da sua linha de horizonte...

Tu... para quem nada é bom o suficiente, para quem ninguém lhe chega aos calcanhares, para quem o mal nos outros é mousse de chocolate...

Não sei como continuar esta relação, não sei como continuar a conviver contigo, não sei como fingir que está tudo bem, não sei como esconder que começo a odiar-te...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sem ti

Contigo tinha tudo:
Ambição, Esperança, Sonhos.
E agora sem ti o que tenho?
Que irei ambicionar?
O que hei-de esperar?
Com quem irei sonhar?

Maldito o dia em que te conheci!

...

Em que dia foi?!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Cravos

Põe este cravo sob o teu cabelo
Um cravo branco como a paz e belo
Podia ser vermelho como a madrugada
Lembrando a luta pela liberdade
Mas é branco como a paz e belo...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sábado, 12 de maio de 2018

Janela

Naquela janela
Vi a luz do sol
Sob o campo verde

Vi-te a ti correndo
Cabelo ao vento
Asinhas nos pés
Como um deus correndo
Que desceu do céu

Anjo tu não eras
Eras feiticeiro
Pois me enfeitiçaste
Enquanto corrias
E eu te olhava
Naquela janela
Virada para o sol.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Vou despir-me, vou arrancar a minha roupa e atirá-la para um canto
Como quem despe, arranca e atira para um canto a sua alma.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 8 de maio de 2018

Amar

Dizem que amar é sofrer
"Quem cedo começa a amar, cedo começa a sofrer"
É verdade, ninguém o nega.
Porém, se não se amar e não se sofrer
Nunca se há-de viver
Por isso, não tenhas medo de amar
Nem tenhas medo de sofrer
Senão, um dia, quando a vida passar
E olhares para trás
Verás que nunca viveste
E aí sim, começarás a sofrer
E já não conseguirás amar...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 6 de maio de 2018

Amizade

Numa noite de luar
Com o céu pleno de estrelas
Na janela do meu quarto
Sentada estava a pensar

Pensava na vida e no mundo
Nas coisas que nos são ocultadas
No valor dos sentiimentos
No valor da amizade.

Na amizade que me foi
Desde sempre negada,
Na amizade que hoje em dia
Sinto cada vez mais presente.

Em ti então pensava,
Em ti como amigo
Amigo verdadeiro
Que nunca se esquece de mim.

Agora eu compreendo
Agora eu já sei:
Não há felicidade na vida
Se não tivermos amigos
Amigos verdadeiros, como tu...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Star

I  have a star
In the night
That looks at me
When I go out

I have a star
That always bright
In the black sky

She's always there
But in different places
All I have to do
Is look above

Oh holy star
Look after me
I am afraid
To be alone

So let me look
At you all night
Don't let the clouds
Hide you

I have a star
That keeps me warm
Inside my soul.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 1 de maio de 2018

Love

I could spent my life at your side
I could look at you without sleep
I could wait for you everyday
Just to hear your voice
Just to feel your touch
Just to sleep with you
And wake up in the morning
With your kiss
Just to stay with you
Just to be with you
Forever


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 29 de abril de 2018

Come back to me

I´m unhappy
I can´t live
I´m so sad
I can´t breathe.

Without you
I´m so bad
I´m confused
I´m in hell.

Please come back
Please be here
I need you
To survive.

If you´re human
If you have heart
Please come back
Don´t hurt me.

My life has no sense
My heart is so cold
So please come back,
Come back to me, love.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

sábado, 28 de abril de 2018

Dreams

I want to be free like the birds
I want to be small like an ant
I want to live under the earth like the mole
Not to see the world as it really is.

I want to live in the Amazon
With the animals and the native
Not to face the "civilized men"
Who talk of peace and make the war.

I don´t want poverty,
I don´t want hunger,
I don´t want war
Or the other atrocities of our world.

I just want to sleep for a hundred years
Dreaming with a better world.
Perhaps when i wake up
The world will be like the one in my dream...


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Na sombra

Quando se nasce ninguém pede para nascer, não nos é dado a escolher, tal como não nos é dado a escolher quem será o nosso pai, mãe, irmãos ou o resto da família.
Ninguém escolhe nascer, tal como ninguém escolhe ir ou não para a escola, é porque tem de ser.
Quando eu nasci, nasci com um gosto amargo. Um gosto de fel de quem não é desejado. De quem entra numa família partida, desestruturada.
Uma vida condicionada, à sombra dos acontecimentos passados, vivida de forma cautelosa, reservada, castradora, para não repetir os erros dos outros, que afinal, no fim de contas, nem eram tão errados assim.
Quando nos habituamos a estar na sombra, ficamos assim mirrados, vergados, cinzentos, humildes e humilhados. Sem a cor, a vida, a postura, a determinação, a coragem de quem vive ao sol, de quem é olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, de quem é o centro das atenções mesmo no meio da multidão.

Os anos foram passando, nada melhorou, foi só piorando. Quem não é olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, quem não é o centro das atenções de seus pais nos seus primeiros anos, sente-se invisível, perdido, mirrado, vergado, cinzento, humilde e humilhado. Sem cuidado, sem carinho, sem orientação, não tomamos as melhores decisões, não conseguimos ter coragem e empoderamento para atingir os objetivos, e o fracasso começa a fazer parte do nosso dicionário mais vezes do que o desejado.
Nunca tive sucesso, sempre fui mediana, irrisória, mais uma dentro da média.
Também nunca fui absolutamente fracassada, nunca mereci a atenção dos que estão em dificuldades. Mas, lá está, sempre fui mediana, discreta, invisível.
E amargurada, amarga, invejosa, rancorosa. Carrego ainda muitas mágoas e não sei se algum dia me vou libertar delas.
Parece que não, mas é difícil ser-se assim, tão mediano, discreto, invisível, não ser olhado, cuidado, acarinhado, elogiado, orientado, encorajado, não ser o centro das atenções de ninguém, não estar ao sol, viver sempre na sombra...


terça-feira, 22 de março de 2016

Dividida

Mais uma vez, tenho andado desaparecida da blogosfera, mais uma vez nada tenho escrito nem tenho visitado os meus blogues mais queridos...
A verdade é que o papel de mãe tem exigido mais de mim do que alguma vez imaginei. Bem, não é bem o papel de mãe, mas sim o conjunto de papéis que represento na vida e na sociedade.
Sinto o que, de certeza, todas as mulheres sentem: dividida entre os vários papéis que represento sem, no fundo, representar a 100% nenhum deles.
Mais alguém se sente assim?