Sei de alguém que coleciona títulos de respeitabilidade, só pelo prazer de ser olhada em cima de um pedestal.
Sei de alguém que dá o dito por não dito, sem intenção alguma de o lamentar.
Sei de alguém que se rodeia de gente digna e culta, só para parecer ser o que nunca será.
Sei de alguém para quem nada é impossível, até um dia dela precisares.
Sei de alguém...
Tu... que nunca olhas além de ti e dos teus, que nunca vês para além dos teus muros e quintais, que nunca passou da sua linha de horizonte...
Tu... para quem nada é bom o suficiente, para quem ninguém lhe chega aos calcanhares, para quem o mal nos outros é mousse de chocolate...
Não sei como continuar esta relação, não sei como continuar a conviver contigo, não sei como fingir que está tudo bem, não sei como esconder que começo a odiar-te...
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 18 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Cravos
Põe este cravo sob o teu cabelo
Um cravo branco como a paz e belo
Podia ser vermelho como a madrugada
Lembrando a luta pela liberdade
Mas é branco como a paz e belo...
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Um cravo branco como a paz e belo
Podia ser vermelho como a madrugada
Lembrando a luta pela liberdade
Mas é branco como a paz e belo...
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sábado, 28 de abril de 2018
Dreams
I want to be free like the birds
I want to be small like an ant
I want to live under the earth like the mole
Not to see the world as it really is.
I want to live in the Amazon
With the animals and the native
Not to face the "civilized men"
Who talk of peace and make the war.
I don´t want poverty,
I don´t want hunger,
I don´t want war
Or the other atrocities of our world.
I just want to sleep for a hundred years
Dreaming with a better world.
Perhaps when i wake up
The world will be like the one in my dream...
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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I want to be small like an ant
I want to live under the earth like the mole
Not to see the world as it really is.
I want to live in the Amazon
With the animals and the native
Not to face the "civilized men"
Who talk of peace and make the war.
I don´t want poverty,
I don´t want hunger,
I don´t want war
Or the other atrocities of our world.
I just want to sleep for a hundred years
Dreaming with a better world.
Perhaps when i wake up
The world will be like the one in my dream...
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Trick or Treat?
Por cá as crianças da vizinhança cumprem a tradição: vestem-se a rigor e saem para a rua para bater de porta em porta a pedir doces!! Se ninguém abrir a porta, espalham farinha e massinhas pelos passeios e varandas dos mais desatentos :) Aconteceu-nos um ano, saímos e nem nos lembrámos que era dia de Halloween e ao chegar a casa... TREAT!!
E por aí? Cumpre-se esta tradição ou outras relacionadas com este dia?
Bem, com Halloween ou sem Halloween, desejo-vos um bom fim de semana mais ou menos ASSUSTADOOOOORRRRR!! :D
Imagem retirada de : http://daytours4u.com/blog/en/wp-content/uploads/sites/2/2014/10/halloween_buenos_aires.jpg
sábado, 12 de setembro de 2015
O que tenho estado a pensar...
Tenho andado ausente dos blogues e das redes sociais. Confesso que me sinto desanimada com algumas ideias e atitudes que vejo à minha volta, tanto no mundo virtual como no real. Algumas pessoas ou têm memória curta ou são hipócritas, ou têm realmente muito medo ou uma pedra no lugar do coração...
Estou a falar do drama dos refugiados na Europa. Sim, eu sei, toda a gente fala nisso. Eu também já falei na minha página de facebook, aqui, pois acho que este tipo de coisas deve ser falado e não devemos fingir que nada se passa. Mas depois vi o que algumas pessoas são capazes de pensar e falar e decidi afastar-me.
Actualmente, prevê-se que Portugal acolha 3074 refugiados. Multiplicam-se as palavras de boas-vindas, mas também as palavras de ódio, medo, etc.
Decidi partilhar hoje este texto que vi no blogue Cocó na Fralda, uma vez que traduz exactamente o que eu penso acerca desta questão.
Espero melhores dias e melhor disposição para me dedicar mais à blogosfera...
"Um Homem é um Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem. Mesmo que não seja refugiado a sério, mesmo que até tenha acabado de matar outro Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem, e primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Há oportunistas, haverá potenciais terroristas, há fanáticos religiosos. Haverá. Mas primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia.
A nossa religião, para os que a temos, ensina isso, mesmo a quem não comunga. A nossa Democracia, que é mais do que votar, depende isso.
Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
E o resto não é pouco. Claro que não podem todos ficar. Claro que ter missões de salvamento junto à costa é promover maiores fluxos. Claro que por cada asilo concedido se promove maior tráfico de Homens. Mas agora há Homens a morrer. Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Não, não há lugar para todos. Não, não é possível abrir as portas e deixar entrar e ficar quem quiser. A emigração tem de ser controlada. Claro que tem. Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
Claro que há mais sofrimento no Mundo. Provavelmente gente mais justa, gente melhor, gente mais pobre e miserável. Pois há. E não os vamos salvar todos. Pois não. Nem quero. Ou melhor, sei que não é por querer que se resolve, nem é por se querer que é possível. E desejar o impossível pode ficar bem, nas não serve para quase nada.
Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
E, se um dia, uma destas vidas salvas se explodir no meio de nós, se um deles se radicalizar e matar outros Homens, ainda assim teremos feito o correcto, o que é justo.
Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele.
E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego."
Henrique Burnay
Daqui
Estou a falar do drama dos refugiados na Europa. Sim, eu sei, toda a gente fala nisso. Eu também já falei na minha página de facebook, aqui, pois acho que este tipo de coisas deve ser falado e não devemos fingir que nada se passa. Mas depois vi o que algumas pessoas são capazes de pensar e falar e decidi afastar-me.
Actualmente, prevê-se que Portugal acolha 3074 refugiados. Multiplicam-se as palavras de boas-vindas, mas também as palavras de ódio, medo, etc.
Decidi partilhar hoje este texto que vi no blogue Cocó na Fralda, uma vez que traduz exactamente o que eu penso acerca desta questão.
Espero melhores dias e melhor disposição para me dedicar mais à blogosfera...
"Um Homem é um Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem. Mesmo que não seja refugiado a sério, mesmo que até tenha acabado de matar outro Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem, e primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Há oportunistas, haverá potenciais terroristas, há fanáticos religiosos. Haverá. Mas primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia.
A nossa religião, para os que a temos, ensina isso, mesmo a quem não comunga. A nossa Democracia, que é mais do que votar, depende isso.
Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
E o resto não é pouco. Claro que não podem todos ficar. Claro que ter missões de salvamento junto à costa é promover maiores fluxos. Claro que por cada asilo concedido se promove maior tráfico de Homens. Mas agora há Homens a morrer. Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Não, não há lugar para todos. Não, não é possível abrir as portas e deixar entrar e ficar quem quiser. A emigração tem de ser controlada. Claro que tem. Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
Claro que há mais sofrimento no Mundo. Provavelmente gente mais justa, gente melhor, gente mais pobre e miserável. Pois há. E não os vamos salvar todos. Pois não. Nem quero. Ou melhor, sei que não é por querer que se resolve, nem é por se querer que é possível. E desejar o impossível pode ficar bem, nas não serve para quase nada.
Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
E, se um dia, uma destas vidas salvas se explodir no meio de nós, se um deles se radicalizar e matar outros Homens, ainda assim teremos feito o correcto, o que é justo.
Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele.
E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego."
Henrique Burnay
Daqui
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Caiu da cama...
Pois é, 10 meses depois, o Miguel caiu da cama pela primeira vez :(
Deixei-o na minha cama, bem no meio, para ir à casa de banho. Ele rebola mas nunca rebolou tantas vezes para o mesmo lado. Ontem foi o dia.
Ouvi um baque no chão e o meu coração parou. Um segundo depois começou a chorar.
Corri para o quarto e o meu coração parou pela segunda vez ao vê-lo no chão. Peguei nele e consolei-o, acabou por parar de chorar. Procurei por inchaços ou se ele tinha alguma dor, mas nada. Estava bem, passou o dia normal.
Mas eu não fiquei bem, senti-me culpada, não parava de pensar no que devia ter feito diferente. Principalmente, senti medo. Acho que nunca tinha sentido tanto medo na minha vida.
Quando somos pais, há muita coisa que não nos contam e que vamos descobrindo com o tempo.
Esta é uma delas: o medo, o medo de fazer algo que prejudique os nossos filhos, o medo de não fazer algo e que acabe por os prejudicar também, e, por fim, o medo de que algo fora do nosso alcance lhes faça mal...
Nos últimos dias tem surgido notícias sobre crianças atropeladas que correram para a estrada num segundo ou afogadas quando por momentos alguém deixa de as vigiar ou que sofrem quedas fatais mesmo com a família toda em casa... Essas notícias deixam-me com muito medo, afetam-me profundamente. Não só pela tragédia, mas principalmente porque vejo o meu próprio filho nessas crianças.
Não julgo, não culpo, ponho-me no lugar desses pais. Imagino a dor e a culpa que eles sentem, uma vez que eu própria o sinto por uma queda no chão do quarto. E só penso, que medo, que dor, que tormento! É isto ser pais: é viver com o coração nas mãos, fora do peito!
Deixei-o na minha cama, bem no meio, para ir à casa de banho. Ele rebola mas nunca rebolou tantas vezes para o mesmo lado. Ontem foi o dia.
Ouvi um baque no chão e o meu coração parou. Um segundo depois começou a chorar.
Corri para o quarto e o meu coração parou pela segunda vez ao vê-lo no chão. Peguei nele e consolei-o, acabou por parar de chorar. Procurei por inchaços ou se ele tinha alguma dor, mas nada. Estava bem, passou o dia normal.
Mas eu não fiquei bem, senti-me culpada, não parava de pensar no que devia ter feito diferente. Principalmente, senti medo. Acho que nunca tinha sentido tanto medo na minha vida.
Quando somos pais, há muita coisa que não nos contam e que vamos descobrindo com o tempo.
Esta é uma delas: o medo, o medo de fazer algo que prejudique os nossos filhos, o medo de não fazer algo e que acabe por os prejudicar também, e, por fim, o medo de que algo fora do nosso alcance lhes faça mal...
Nos últimos dias tem surgido notícias sobre crianças atropeladas que correram para a estrada num segundo ou afogadas quando por momentos alguém deixa de as vigiar ou que sofrem quedas fatais mesmo com a família toda em casa... Essas notícias deixam-me com muito medo, afetam-me profundamente. Não só pela tragédia, mas principalmente porque vejo o meu próprio filho nessas crianças.
Não julgo, não culpo, ponho-me no lugar desses pais. Imagino a dor e a culpa que eles sentem, uma vez que eu própria o sinto por uma queda no chão do quarto. E só penso, que medo, que dor, que tormento! É isto ser pais: é viver com o coração nas mãos, fora do peito!
sábado, 21 de março de 2015
Dia Mundial da Poesia
E como hoje é o Dia Mundial da Poesia, deixo-vos três dos poemas mais significativos para mim do meu poeta favorito: Fernando Pessoa!
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Presságio
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Todas as cartas de amor…
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Fernando Pessoa
terça-feira, 6 de maio de 2014
Estou de queixo caído...
Não conhecia este grupo e fiquei de queixo caído!
Impressionante!
Apreciem!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Porquê Eusébio?
Não sou o tipo de pessoa de postar efemérides no facebook ou no blog, de lamentar publicamente a morte de pessoas famosas...
Nos últimos tempos tenho assistido à morte de pessoas mais ou menos famosas, mais novas ou mais idosas, pessoas que tinham um lugar no mundo, que tinham um papel marcante e que mesmo depois da sua partida não serão esquecidas, pessoas que de alguma forma estimava e lamentei essas mortes, mas não publicamente, talvez por uma questão de respeito ou talvez como forma de evitar a banalização dessas mortes (é algo que me faz muita impressão a banalização da morte... Para mim a morte nunca deve ser assim aceite de forma tão leve e natural.).
Mas, então, porquê Eusébio? Porquê manifestar-me publicamente em relação à sua morte, quando não o fiz em relação a outras mortes?
Porque Eusébio era um grande e humilde Homem, o maior jogador de futebol português de sempre, uma lenda, um génio, o Rei, o sempre eterno, MAS, acima de tudo, era o SÍMBOLO do Verdadeiro e Honesto futebol, que infelizmente morreu com ele.
Eusébio era o último dos grandes jogadores de futebol português do tempo em que um jogo de futebol era apenas um jogo de futebol, em que se jogava por amor à camisola e não por mais uns milhões, em que se jogavam MESMO 90 minutos, em que se corria desalmadamente por um golo correndo-se o risco de lesões graves sem os cuidados de saúde que hoje em dia os jogadores de futebol têm, em que existia fair-play honesto e respeito uns pelos outros... Um futebol em vias de extinção e que agora morreu com ele...
Espero que nunca seja esquecido, principalmente pelos actuais jogadores que ganhariam imenso em torná-lo o seu exemplo...
Espero que tudo o que foi dito acerca dele ontem e hoje não seja esquecido e que o futebol português para sempre tenha em mente o EXEMPLO de Eusébio, o Pantera Negra, a Lenda, o Génio, o Rei do futebol português!
domingo, 5 de janeiro de 2014
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O café
Hoje trago-vos um dos meus três poemas publicados na colectânea de poemas de vários autores portugueses: "Aqui há Poetas - Poesia sem Gavetas" da Pastelaria Estudios Editora.
O café
Cá fora os pombos
As pedras sujas
O tempo quente
E aquele olhar
Franco e luzidio
Me fita.
Os pombos esvoaçam
Alimentam-se, entretêm-se
A gente passa
Indiferente
Andando apressada
E a mim me fita
Um olhar, quente
Aquele olhar franco e luzidio…
Para mais informações sobre o livro e a editora é só clicar em baixo na imagem da capa do livro "Aqui há Poetas - Poesia sem Gavetas".
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.
O café
Cá fora os pombos
As pedras sujas
O tempo quente
E aquele olhar
Franco e luzidio
Me fita.
Os pombos esvoaçam
Alimentam-se, entretêm-se
A gente passa
Indiferente
Andando apressada
E a mim me fita
Um olhar, quente
Aquele olhar franco e luzidio…
Para mais informações sobre o livro e a editora é só clicar em baixo na imagem da capa do livro "Aqui há Poetas - Poesia sem Gavetas".
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Dexter series finale
Nunca tinha falado deste assunto por aqui, mas acompanho várias séries com regularidade. Algumas não muito conhecidas, outras sim, mas de alguma forma especiais para mim.
Uma dessas séries é, ou foi, uma vez que terminou no final do mês passado, o Dexter. Ainda não estou em mim desde o final da série... Surpreendeu-me e proporcionou-me muitos momentos de reflexão e é por isso que hoje escrevo este post...
Não comecei a acompanhar esta série desde o início, mas um dia, depois do fim de Prison Break (adorei!!!) e de Lost, cujo final para mim foi uma desilusão, fiquei "orfã" de séries e resolvi dedicar-me a esta por se tratar da história de um serial killer...
Quando vi os primeiros episódios, fiquei presa, rendida a este serial killer psicopata muito pouco habitual.
Ao longo das várias seasons fui percebendo que este Dexter era um serial killer pseudo-psicopata... pois de psicopata puro tinha muito pouco... Via-o mais como um justiceiro ou algo parecido... De facto, a personagem prendeu-me e intrigava-me a sua complexidade...
Sei que ao longo da série muitas pessoas foram desistindo de a ver, pelos mais variados motivos, pelas seasons mais recentes já não terem o ritmo alucinante da primeira série, mas eu não desisti e fiquei curiosa para ver a evolução da personagem Dexter ao longo da série.
[Para quem já viu o último episódio da série, pode continuar a ler... Quem não viu e quer ver, não continue a ler...]
E como a personagem evoluíu... Depois do aparecimento de Hannah, Dexter até já nem sente a necessidade de matar... A única coisa que ele quer é fugir para Argentina com a sua amada e o seu filho e ser feliz...
Deixou para Deb a captura do assassino Vogel e parte em direção ao pôr-do-sol...
Mas será mesmo assim?
Não!
Tudo corre mal.
Vogel foge, atira em Deb, Elway persegue Hannah...
Está tudo contra a felicidade de Dexter...
Ao saber que Deb está ferida, Dexter não parte com Hannah e o filho, deixa-os ir na frente (algo que na primeira série Dex não seria capaz de deixar de fazer algo por outra pessoa...).
Ele tem de matar Vogel, mas só por vingança, sem ritual, sem código... Por Deb.
Quando a irmã fica em morte cerebral o seu mundo cai e ele apercebe-se de que nunca poderá ser feliz tendo feito o que fez, não pode apagar o que foi, mesmo agora não o sendo... E isso é uma das coisas mais impressionantes acerca do personagem e da sua evolução: ele já há muito que não desmembrava as suas vítimas, limitava-se a atirá-las à água, com Hannah já não sentia a necessidade de matar, queria só estar ao lado dela, e agora, finalmente, tem consciência do que fez e do que foi, e sente... Sente tanto, que a uma determinada altura diz "Toda a minha vida desejei sentir o que as outras pessoas sentem, mas agora que o sinto só quero que pare!"
Sim, o pseudo-psicopata serial killer agora sente, é humano! Ouso dizer que é mais humano do que muitos seres humanos sãos que andam por aí...
Dex não tem coragem de deixar a irmã naquele estado e partir... Aliás, ela um dia já lhe tinha dito para ele pôr fim ao seu sofrimento se um dia ela ficasse assim... E ele assim fez... E disse que a amava, o que agora ele de facto sentia...
O "funeral" de Deb também foi algo que me tocou, foi um encerramento para Dexter, além de uma despedida. Essa cena está muito bem conseguida.
Por fim, o exílio, para expiação dos seus pecados, para nunca mais magoar ninguém... E a sua expressão na última cena... Vazio...
Muitos criticam este final por ter ficado em aberto, pois quando Dexter se despede do filho diz que o ama e para ele se lembrar disso until i see you again... Mas, francamente, gosto desse final ficar em aberto... Pois acho que o ex pseudo-psicopata arrependido e exilado merece um dia perdoar-se a si próprio e voltar a desejar a felicidade ao lado de quem ama...
Todas as fotografias e descrições foram retiradas daqui: http://www.sho.com/sho/dexter/home
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a autoria.
Todas as fotografias e descrições foram retiradas daqui: http://www.sho.com/sho/dexter/home
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
Novo projeto
Depois da publicação do meu primeiro livro de poesia em 2012, de várias apresentações desse livro em tertúlias e outros eventos, segue-se a participação no livro de poesia com a publicação de três poemas inéditos: "Aqui há Poetas - Poesia sem Gavetas" da Pastelaria Estudios Editora, uma colectânea de poemas de vários autores de Portugal inteiro.
Para mais informações sobre o livro e a editora é só clicar em baixo na imagem da capa do livro "Aqui há Poetas - Poesia sem Gavetas".
quinta-feira, 9 de maio de 2013
201 Seguidores
201 Seguidores no blogue e 105 Seguidores na página de facebook Queria de ti... !!
Muito obrigada a todos os que me têm apoiado na divulgação do meu livro e do meu blogue!!
Imagem retirada de http://blezanaopoemesa.blogspot.pt/2011/12/bye-bye.html
sexta-feira, 8 de março de 2013
A propósito do dia da Mulher...
A propósito do dia da Mulher... e porque nem todas nós vemos os nossos direitos respeitados...
Sete anos
Ao longo de sete anos
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.
Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.
Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.
Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.
Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.
Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.
Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.
Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.
Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
Respeite os direitos de autor / se copiar divulgue a
autoria.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Review
Confesso que a minha ideia era de construir um blog de poesias e pensamentos, em exclusivo, com pouco mais que isso, sem me debruçar sobre assuntos de beleza, moda, maquilhagem, etc...
Mas alguns acontecimentos felizes e nada expectáveis fizeram mudar um pouco a minha opinião.
É que, na verdade, devemos sempre apoiar e divulgar coisas boas, que valem muito a pena, para além de contribuir para o sucesso de pessoas boas no que fazem, trabalhadores, gentis e muito dedicadas!
É o caso da Ana Neves, do blog Anocas Orifama!!
Como tal, irei apresentar de seguida duas review sobre os produtos que ganhei em dois passatempos em parceria com a Anocas Orifama!!
Para llém de ter adorado os produtos, estou muito surpreendida pela dedicação e rapidez com que a Ana envia as suas encomendas, mesmo tratando-se de prémios de sorteios (q muitas vezes são negligenciados por muitas bloggers...)!
Vale muita a pena visitar o blog da Ana Neves: Anocas Orifama!!
Mas alguns acontecimentos felizes e nada expectáveis fizeram mudar um pouco a minha opinião.
É que, na verdade, devemos sempre apoiar e divulgar coisas boas, que valem muito a pena, para além de contribuir para o sucesso de pessoas boas no que fazem, trabalhadores, gentis e muito dedicadas!
É o caso da Ana Neves, do blog Anocas Orifama!!
Como tal, irei apresentar de seguida duas review sobre os produtos que ganhei em dois passatempos em parceria com a Anocas Orifama!!
Para llém de ter adorado os produtos, estou muito surpreendida pela dedicação e rapidez com que a Ana envia as suas encomendas, mesmo tratando-se de prémios de sorteios (q muitas vezes são negligenciados por muitas bloggers...)!
Vale muita a pena visitar o blog da Ana Neves: Anocas Orifama!!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Coisas da vida
Irrita que a vida seja tão efémera.
Irrita que nos apercebemos disso demasiado tarde.
Irrita...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
1000 Visualizações!!!
E já contabilizei 1000 visualizações da minha página de blog! Q alegria!
Pode parecer insignificante mas significa imenso para mim!
Muito obrigada a todos os que visitam e acompanham este meu cantinho de poesia!
A todos os que por cá passaram o meu muito obrigada e que voltem sempre!
A todos os que pela primeira vez por cá passam, muito benvindos e continuem por cá!
Pode parecer insignificante mas significa imenso para mim!
Muito obrigada a todos os que visitam e acompanham este meu cantinho de poesia!
A todos os que por cá passaram o meu muito obrigada e que voltem sempre!
A todos os que pela primeira vez por cá passam, muito benvindos e continuem por cá!
sábado, 9 de junho de 2012
Solidão_A palavra de dois gumes - Parte 5 e última
Existem
muitas formas de encarar a solidão e são todas diferentes as pessoas que dela
sofrem…
O
que devemos aprender é a doseá-la. Uns poucos momentos de solidão na nossa vida
só fazem bem, ajudam-nos a manter o nosso próprio equilíbrio e a aumentar o
conhecimento sobre nós próprios.
No
entanto, por mais que algumas pessoas tentem negar e digam que não precisam de
ninguém e que são independentes, ninguém quer estar sozinho… Todos precisamos
da companhia de um amor, de amigos, de familiares. Todos desejamos que a
solidão seja, enfim, uns raros momentos de introspecção…
Solidão_A palavra de dois gumes - Parte 5 de 5
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 8 de junho de 2012
Solidão_A palavra de dois gumes - Parte 4
Todavia, a solidão não é apenas um mal das pessoas que subiram na vida e não tiveram tempo para a combater. Ela não se restringe a um só grupo social, atinge tudo e todos por igual e com igual impacto, todos aqueles que não souberam ou não puderam combatê-la.
A solidão atinge também e cada vez mais os mais idosos, que a sociedade marginaliza, como se eles não tivessem mais nada para dar ou como se não merecessem a sua atenção e acção, ou que os seus próprios filhos e familiares abandonam em lares duvidosos ou casas degradadas, sem apoio nem companhia.
Pessoas solitárias são também aquelas cujas escolhas na vida as ditaram à marginalização, rejeitadas pela sociedade por serem o exemplo de tudo o que ela tem de pior ou potencia: toxicodependentes, sem-abrigos, prostitutas, ex-reclusos…
E também aquelas que por terem doenças incuráveis são postas de parte, talvez por as outras pessoas terem medo e não quererem acreditar que essas doenças existem ou que, um dia, também elas podem ser vítimas delas: o caso dos doentes com SIDA ou outras doenças infecto-contagiosas, dos deficientes físicos ou mentais ou dos doentes com perturbações psiquiátricas.
Solidão_A palavra de dois gumes - Parte 4 de 5
Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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