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terça-feira, 22 de março de 2016

Dividida

Mais uma vez, tenho andado desaparecida da blogosfera, mais uma vez nada tenho escrito nem tenho visitado os meus blogues mais queridos...
A verdade é que o papel de mãe tem exigido mais de mim do que alguma vez imaginei. Bem, não é bem o papel de mãe, mas sim o conjunto de papéis que represento na vida e na sociedade.
Sinto o que, de certeza, todas as mulheres sentem: dividida entre os vários papéis que represento sem, no fundo, representar a 100% nenhum deles.
Mais alguém se sente assim?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Este ano não dei cavaco a ninguém!

Este ano não dei cavaco a ninguém!
Não desejei Feliz Natal nem Feliz Ano Novo nem no blogue nem em nenhuma das redes sociais, não mandei mensagens nem emails a ninguém, não fiz balanços como costumo fazer... 
Enfim, toda a loucura que invade a blogosfera e as redes sociais nestes dias a mim passou-me ao lado, confesso. 
Não é que não tenha tido espírito natalício ou de festa, na verdade até tive mais do que nos anos anteriores. Apenas virei-me mais para o interior, para a casa, para a família e para o meu filho, pois claro!
Este ano foi especial, foi emocionante, foi uma descoberta. Foi como se nunca tivesse sido Natal e só este ano tivéssemos conhecido tal tradição. Tudo foi feito como se fosse a primeira vez, porque foi a primeira vez para o meu filho! Pelo menos foi a primeira vez que ele percebeu qualquer coisinha do Natal e das festas :)
Parece lamechas e cliché, mas é verdade, não se pode negar. Tudo o que é novo para ele, o que ele vê ou sente pela primeira vez não deixa de ser sentido por nós pela primeira vez, pois é inevitável pormos-nos no lugar dele ao ver o seu olhar, a sua admiração e surpresa!
É delicioso!
Por isso, este ano não dei cavaco a ninguém! 
Estive bastante absorvida, introvertida e encantada pelo meu menino! :)

Mas como não sou assim tão reles e mal educada, apesar de já estarmos a dia 7, desejo a todos os que me visitam neste meu cantinho um Feliz e Próspero Ano de 2016!

Sejam felizes e deixem-se encantar!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Festa de Aniversário!!

Como disse aqui, o Miguel fez um ano no dia 9 deste mês!!
Um ano!! Passou tão rápido...

Fizemos uma pequena festinha, mais para adultos, só com duas crianças, uma vez que o Miguel não anda na creche e a maioria dos primos já são grandinhos.

Foi uma festa muito pequena, muito low-cost, com tudo feito em casa, mas com muito amor e felicidade :)

Deixo-vos um cheirinho:

Decoração retirada da net :)


Bolo feito pelas mãos de fada da minha tia Rosa!


Iguarias bem portuguesas feitas em casa por mim, pela minha mãe e pela minha tia Rosa :)


Com decoração também retirada da net :)

Como vêem, foi tudo muito simples, barato e familiar. Sei que a moda é outro tipo de festas, mas não tenho qualquer problema em dizer que não as posso fornecer.
Mais tarde, quando o Miguel entender melhor o conceito de aniversário e já tiver os seus amiguinhos, então aí talvez arrisque num tipo de festa de aniversário mais na moda :)

Para já, olhem só para a cara de felicidade dele a brincar com a família toda reunida!! :D









domingo, 9 de agosto de 2015

1 ano de Miguel




Imagem retirada de: http://www.partyland.pt/media/catalog/product/cache/1/image/600x600/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/2/3/23950_vela_para_bolos_de_1_anivers_rio_de_menino.jpg


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Manhãs

Menino Miguel quer sair cedo da sua cama.
Menino Miguel faz trinta por uma linha para a mãe o tirar da cama.
Menino Miguel chega a tirar a fralda e passear-se pela cama.
A mãe vai a correr tirar da cama o menino Miguel antes que haja um acidente...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A dar em doida...

Nos últimos tempos, o Miguel tem acordado às 6h30 pronto para a vida. Até aqui nada de grave, uma vez que, no geral, ele dorme bem praticamente toda a noite. O problema sou eu que não consigo dormir antes das 2 ou 3 horas. Estou a dar em doida. Soluções?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Caiu da cama...

Pois é, 10 meses depois, o Miguel caiu da cama pela primeira vez :(
Deixei-o na minha cama, bem no meio, para ir à casa de banho. Ele rebola mas nunca rebolou tantas vezes para o mesmo lado. Ontem foi o dia.
Ouvi um baque no chão e o meu coração parou. Um segundo depois começou a chorar.
Corri para o quarto e o meu coração parou pela segunda vez ao vê-lo no chão. Peguei nele e consolei-o, acabou por parar de chorar. Procurei por inchaços ou se ele tinha alguma dor, mas nada. Estava bem, passou o dia normal.

Mas eu não fiquei bem, senti-me culpada, não parava de pensar no que devia ter feito diferente. Principalmente, senti medo. Acho que nunca tinha sentido tanto medo na minha vida.

Quando somos pais, há muita coisa que não nos contam e que vamos descobrindo com o tempo.
Esta é uma delas: o medo, o medo de fazer algo que prejudique os nossos filhos, o medo de não fazer algo e que acabe por os prejudicar também, e, por fim, o medo de que algo fora do nosso alcance lhes faça mal...

Nos últimos dias tem surgido notícias sobre crianças atropeladas que correram para a estrada num segundo ou afogadas quando por momentos alguém deixa de as vigiar ou que sofrem quedas fatais mesmo com a família toda em casa... Essas notícias deixam-me com muito medo, afetam-me profundamente. Não só pela tragédia, mas principalmente porque vejo o meu próprio filho nessas crianças.

Não julgo, não culpo, ponho-me no lugar desses pais. Imagino a dor e a culpa que eles sentem, uma vez que eu própria o sinto por uma queda no chão do quarto. E só penso, que medo, que dor, que tormento! É isto ser pais: é viver com o coração nas mãos, fora do peito!


terça-feira, 9 de junho de 2015

O Miguel faz 10 meses!!

E que grande que está o meu bebé! 
Daqui a nada já não é nenhum bebé...
Oh tempo, anda mais devagar...!


 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Olha que três!


Para melhor perceberem, isto sou eu recostada na cama, com o Miguel ao colo mais o gato Duma!
Vê-se as minhas pernas, os pés do Miguel e Dom Duma no miminho!
Que três!


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os últimos dias

Pois é, eu sei, sou uma desnaturada e já não actualizo o blog há semanas...
A verdade é q o menino Miguel pela primeira vez ficou doente, constipadito. Depois fiquei eu doente, com gripe, ainda a recuperar, e os dias foram passando e acabei por não escrever nada...

Então, e o q se passou nestes últimos dias?

O Miguel fez 6 mesinhos!! Está um homenzinho, come bem, palra imenso e ri-se como um perdido!! Volta-se para chegar onde quer e ensaia o sentar com apoio.



Guloso

Depois veio o dia dos namorados... Não comemoramos com nada especial nesse dia a não ser com uma caixa de bombons para ele e um ramo de flores para mim :)

Sim, eu sei, sou muito tradicional, adoro um buquê de flores variadas!

A seguir veio o Carnaval! Eu não ligo nada ao Carnaval, mas este ano teve um sabor diferente com o Miguel e não resisti a comprar-lhe um disfarce, apesar de ele, coitadito, não ter percebido nada!! Não era bem a máscara que eu queria, mas a crise não permitiu um fato mais fofinho, e lá foi ele de Robin dos Bosques!!


A consulta dos 6 meses também correu muito bem! O meu borrachinho está muito bem e recomenda-se, palavras da pediatra! 
Pesa quase 8 kg e mede 66 cm!! :)

Tá um grandão, portanto!!!

E assim foram os últimos dias! Nada de muito interessante a não ser para uma mãe babada, mas q eu gosto de partilhar nem q seja para vos arrancar sorrisos com este sorriso!! :D

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mãe é mãe!

Ontem, o homem estava na cama com o menino ao colo. Aproveitei e, antes de me deitar, trouxe uma revista para ler na cama. Nem tive tempo de me deitar em condições, atirei com a revista e apanhei o meu filho em pleno voo direto para o meu colo! Ele nunca tinha feito tal coisa, fiquei prá minha vida!
Mal me viu deitar, praticamente atirou-se pra fora do colo do pai a mexer pernas e braços, parecia que nadava! :) 
O homem ficou de trombas, e eu muito satisfeita só dizia: "Que é que queres? Mãe é mãe!" :)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Esta coisa de ser Mãe



Quando decidi ter um filho, sabia que a minha vida ia mudar completamente a partir daquele momento. Pesei muito bem a decisão, os prós e os contras, as responsabilidades e as alegrias.
Sabia que era a hora certa, porque simplesmente não existe uma hora certa.

Quando soube que estava grávida, os cuidados comigo própria mudaram como da noite para o dia. Já não era só eu, que tantas vezes me desleixava ou não me dava importância. Éramos nós os dois, eu e o meu filho. Acima de tudo uma vida que eu carregava dentro de mim, extremamente frágil e extraordinariamente preciosa. Por vezes, nem acreditava que era verdade, não acreditava que tal milagre fosse possível, pelo menos em mim.
Acho que só caí em mim, na realidade, quando fiz a primeira ecografia. Quando o vi pela primeira vez. Era uma criança, um bebé que eu tinha na minha barriga! O meu bebé! Que extraordinário!

Comecei a sentir-me importante, alguém a ter em conta, alguém que devia ser cuidada e protegida. Senti-me mais frágil, mais efémera. Tinha de ter cuidados, tinha de me proteger, não por mim, mas pelo milagre dentro de mim.

Quando o senti mexer a primeira vez, ainda bem pequenino, ainda só no fundo de mim, sem se notar do lado de fora, senti-me abençoada, diferente, extraordinária, acima de tudo e de todos. Uma sensação indescritível, algo tão íntimo e maravilhoso que só pode sentir quem é mãe!

Mãe! Uau! Sou mãe! Apesar de todo o processo da gravidez e do parto, de cuidar e mimar todos os dias o meu filho, ainda me soa estranho chamar-me de mãe!...
Acho que só quando ele me chamar mãe é que eu vou cair em mim e acreditar e interiorizar a sério que sou mãe, que é assim que se chama ao que sou para ele...
Esta que o carregou, que lhe deu a vida, que o pôs no mundo, que o beijou ao nascer, que o cuida, que o amamenta, que o acarinha, esta que eu sou, sou sua mãe!

Realmente, só se valoriza tudo isto ao passar pela experiência...

Acho que se pode dizer mesmo "só quem é mãe é que sabe". É verdade mesmo.
Eu achava que não era, que tinha ideia do que era ser mãe, mas não, não tinha.

A felicidade, o deslumbramento, a abnegação, o minimizar tudo o resto, e só importar ele, o anular das minhas necessidades em prol das dele, o orgulho!...
Ui! Tantos tantos sentimentos novos acerca de um ser tão pequeno...
Tão meu!

Só quero aproveitar todos os momentos, todos os bocadinhos dele, todas as expressões, todas as mudanças, tão rápidas...
Sei que passa tudo rápido demais e eu só quero ir parando no tempo e aproveitar tudo, absorver tudo, dar tudo!...
Esta coisa de ser mãe é realmente extraordinária!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Um novo ano

Pois é, tenho estado mais ausente do blog, mas por bons motivos, como sabem.
A experiência de ser mãe é muito absorvente e todos os dias apresentam novas situações a descobrir!
O Miguel tem 5 meses e é cada vez mais ativo, cada vez mais interage connosco, com cada vez mais gracinhas! :)

O Natal foi um pouco diferente com a presença do nosso pequenino! Apesar de não entender nada daquilo, para nós foi um Natal mais mágico e com outro sabor! Imagino quando ele for maior...

A passagem de ano foi como sempre foi, não é algo que eu comemore com muita festa. Aliás, à meia-noite o Miguel dormia no meu colo, por isso nem champanhe bebi :) Mas nunca deixo de refletir um pouco sobre o ano que passou e, claro, o que ocupa toda a minha mente é o meu filho! Foi e é o ponto alto do meu ano velho e será para sempre o ponto alto de todos eles!

Apesar de atrasada (mas ainda estamos em janeiro :D), desejo a todos um feliz 2015!!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Amamentar

Sempre quis amamentar. Sempre que pensava em ter filhos, pensava em amamentar. Um desejo que tinha e que se manteve ao longo dos anos e da gravidez.
No entanto, confesso, nunca investiguei muito o assunto, não fazia a mínima ideia do que era de facto amamentar, dos seus benefícios para mãe e bebé, das recomendações e dificuldades que podem advir.
Só nas aulas de preparação para o parto é que tive contacto com o assunto pela primeira vez e hoje vejo que o que foi dado na altura foi insuficiente e haveria muito mais a considerar.

Nesse curso aprendi quais são as recomendações da Organização Mundial de Saúde relativas à amamentação:

  • As crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. Ou seja, até essa idade, o bebé deve tomar apenas leite materno e não deve dar–se nenhum outro alimento complementar ou bebida.
  • A partir dos 6 meses de idade todas as crianças devem receber alimentos complementares (sopas, papas, etc.) e manter o aleitamento materno.
  • As crianças devem continuar a ser amamentadas, pelo menos, até completarem os 2 anos de idade.


Aprendi que as mães devem ser encorajadas a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto, a permanecer em alojamento conjunto junto do filho 24 horas por dia e a deixar o bebé mamar quando quer. Falou.se muito dos benefícios do leite materno (http://www.leitematerno.org/porque.htm), da posição e da pega correta (http://www.leitematerno.org/posicao.htm), mas... e quando vamos para casa? E quando a subida do leite tarda ou é dolorosa?

Nem eu nem o meu marido fomos amamentados, razão pela qual eu achava que não ia ter leite. Além disso, durante a gravidez não tive colostro e andava convencida de que não iria ter leite algum.
Mas, logo depois do parto, depois de tratarem de mim e do bebé, puseram o meu filho na mama e a magia aconteceu... Afinal tinha colostro, afinal os meus medos não tinham razão de ser, o meu filho estava a mamar, eu estava a amamentar!

No início tudo foi natural, o meu filho mamava bem, muito e muito tempo. O único senão era adormecer a mamar. Tinha de o estimular constantemente e parecia não fazer outra coisa a não ser mamar e dormir. Não me senti apoiada no hospital, mas também não me senti desamparada, foram-me dadas as noções básicas.
Tudo mudou ao chegar a casa. Depois de tanto ter sido examinado para lhe darem alta no hospital, o meu filho estava esgotado, só dormia, nem para mamar acordava. Fiz de tudo, ele estava há várias horas sem comer e eu estava a ficar desesperada, simplesmente não pegava na mama. Tentei tirar leite para um biberão com uma bomba emprestada mas nada saiu. Só me restou ceder a comprar leite artificial e aí ele mamou, e muito, claro, era muito mais fácil que tirar da mama.
Senti-me muito mal, sofri muito com o baby blues e ainda mais com esta situação... Pior foi quando finalmente chegou a subida do leite, uma semana depois (demorou muito a subida do leite porque o meu parto foi induzido, foi-me explicado depois, mas no hospital não me avisaram)...
Fiquei contente, pus logo o Miguel na mama, mas nada, não mamava, estava demasiado habituado ao biberão. Tirei com a bomba e dei em biberão, não queria, fazia-lhe os intestinos trabalhar, tinha dores (ele sofria muito com cólicas e andava obstipado por causa do leite artificial; o meu leite fazia funcionar os intestinos e soltar os gases e isso provocava-lhe desconforto).
Senti-me mesmo mal por ter agora leite e não ter o que fazer com ele. Deitei muito fora e hoje arrependo-me pois podia ter congelado. Simplesmente rendi-me, o meu filho não queria o meu leite. Mas não deixei de tirar com a bomba e tentar dar, para pelo menos melhorar a sua obstipação e ele lá ia bebendo algum. Mas a minha produção de leite ia sendo cada vez menor sem o bebé mamar diretamente.
Até que um belo dia, em que o pai tardava em chegar com o biberão. pus o meu filho na mama e ele não a rejeitou! A partir daí, dava mama e depois suplementava com o leite artificial, mas o meu objetivo passou a ser dar cada vez menos suplemento até passar a dar só leite materno!

Mas precisava de ajuda...
No centro de saúde existia uma enfermeira CAM (Conselheira de Aleitamento Materno), que tinha administrado o curso de preparação para o parto e que sempre disse que estava à disposição para ajudar, mas era agosto e encontrava-se de férias.
Recorri então a um grupo existente no facebook do qual tive conhecimento através de uma amiga: Amamentação com Desmame Natural (https://www.facebook.com/groups/202567586425304/).

Nesse grupo aprendi que não existe leite fraco ou insuficiente, mas sim:



Estas foram as principais noções gerais que aprendi e que têm a ver com as dificuldades que eu passei. Existem outras dificuldades mais graves, que apesar de tudo, têm solução e o ideal é as mães pedirem ajuda e terem muita força e paciência.

No meu caso, a solução passou por estar cerca de três dias com o meu filho pendurado na mama literalmente 24 horas por dia. Esvaziava um peito, passava para o outro, ainda tinha fome, voltava à primeira, e assim sucessivamente. Mudava a fralda, dormitava, e voltava outra vez a mamar... Se o bebé ficasse muito queixoso dava suplemento. Com o tempo produzi cada vez mais leite e dava cada vez menos suplemento, até que não precisou mais. Segui estas diretivas: http://mamaraopeito.blogspot.pt/2009/03/retirar-os-suplementos.html.
Agora às vezes os intervalos entre as mamadas são maiores, outras vezes menores, tem fases, como é normal e a solução é dar mais mama. Às vezes demora uma hora a mamar, outras despacha o assunto em 5 minutos. Nós adaptamos-nos ao bebé e não o contrário.

Agora não desisto quando a coisa fica difícil, em vez disso insisto!

O Miguel está com 3 meses e meio e continuamos a caminho dos 6 meses a leite materno agora em exclusivo!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os primeiros dias


Depois de um parto difícil e de alguns percalços, nas horas seguintes na maternidade, eu andei como que anestesiada... Uma sensação, para mim até então, desconhecida...
Nada mais importava que aquele ser lindíssimo e perfeito que se encontrava nos meus braços pela primeira vez... Uma sensação de enamoramento avassalador, impossível de explicar por palavras...
Uma vontade de agarrar e nunca mais largar aquele pequenino... Uma vontade de cuidar e mimar tão forte que faz esquecer de nós mesmos...
Naqueles primeiros dias eu ainda não sabia, andava anestesiada, mas hoje sei-o com toda a certeza: aquele ser pequenino mudou a minha vida completamente... Entrou na minha vida com uma revolução de sentimentos e de emoções indescritíveis de que eu não me julgava capaz... Mudou tudo e também as minhas prioridades... Acima de tudo, ...mudou-me completamente...

domingo, 28 de setembro de 2014

Como tudo aconteceu...



Um mês e meio passou desde que o Miguel entrou nas nossas vidas!
Já cresceu imenso desde o dia em que nasceu, já tem umas "rodelinhas" jeitosas, tá fofo fofo que só ele!!
Olha para nós, já interage imenso, sorri, quer já dar umas gargalhadazinhas e palrar!! Mexe imenso e já demonstra o seu temperamento!!

Está a ser um período de descobertas, novas experiências, novos sentimentos... Já vi que sou uma verdadeira mãe-galinha e que algumas das coisas que se dizem sobre esta coisa de ser mãe são mesmo verdade!... Por exemplo, é verdade que o nosso filho é sempre o mais lindo, o mais fofo, o mais inteligente, o mais tudo do mundo!! E acima de tudo, é verdade: não há amor maior que o amor de mãe pelo seu filho, são sentimentos que não cabem no peito de tão fortes!! É mesmo O Amor Maior!!

Estou a amar a experiência de ser mãe, de amar, cuidar, amamentar e mimar o meu filho!! Por vezes, é cansativo, cometem-se erros, tem-se dúvidas, mas tudo passa e se resolve e nada se compara ao prazer de ver o meu filho mamar, dormir, interagir, mexer, crescer!!!


E então, como tudo aconteceu desde a última vez que falaste sobre a tua gravidez prolongada?? Perguntam vocês e muito bem...
Pois é, se bem se lembram, o meu Miguel não queria sair da barriga da mãe, estava por cá muito bem, de maneira que chegamos às 40 semanas e nada, de forma que foi marcada a indução do parto para as 41. E foi mesmo às 41 semanas que o Miguel veio ao mundo.

Fui internada na sexta, dia 8 de agosto, zero contrações e apenas um dedo de dilatação. Deram-me a medicação e lá fiquei todo o dia de sexta e toda a noite de sábado a "marinar".
No sábado de manhã estava com 4 centímetros de dilatação e lá me mandaram tomar banho antes de ir para a sala de partos. No fim do banho rebentaram-me as águas de forma natural.
Já na sala de partos deram-me a medicação que acelera as contrações, uma vez que eu tinha zero, e a partir daí tudo se acelerou!! Quando as contrações vinham de 2 em 2 minutos levei a epidural, de que muito me arrependo, por volta do meio-dia e tal. Por volta das 13 horas comecei a sentir vontade de puxar, de fazer força. A maioria do pessoal estava a almoçar, pelo que apenas uma enfermeira me assistiu.
Estava pronta para ter o bebé e comecei a fazer força, e foi aí que as dores vieram, senti tudo e mais alguma coisa, o bebé era grandinho, o meu marido também teve de ajudar uma vez que eu estava sozinha com uma enfermeira, mas às 13h29 o Miguel estava em cima da minha barriga, lindo e perfeito, e tudo foi esquecido e nada mais importava senão ele.
Felizmente estava tudo bem com o bebé, aí uma outra enfermeira tinha entrado para cuidar dele enquanto a primeira enfermeira me tratava. Mais uma vez tive imensas dores ao coserem-me, parecia que nunca mais acabava. Realmente levei muitos pontos e perdi muito sangue. No final puseram-me o bebé ao peito e comecei logo a amamentar!
Ainda tive um acidente com um catéter e perdi mais sangue, no internamento também desmaiei na casa-de-banho à noite, pois disseram-me para me levantar e tomar banho mas claramente não estava preparada, e os pontos doíam e eram muito desconfortáveis, mas estava imensamente feliz com o meu filhote ao meu lado!
Foram três dias de noites em claro e o alívio foi grande ao voltar para casa com o meu bebé cheio de saúde!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Bem-vindo Miguel!!

Apresento-vos o Miguel! 
Nasceu no sábado, dia 9, com 3720 kg e 50 cm! 
Correu tudo bem com a mãe e o bebé! 
Vejam lá que fofura!




Pois é, tenho estado ausente do blogue, percebem bem porquê... 
Ele é um amor, fofinho, lindo, lindo!!
O tempo é passado entre os cuidados ao bebé, o dormir quando ele deixa :) e o olhar embevecidos para ele e o seu jeito já malandrinho :) !!

Voltarei sempre que puder, entretanto vou ali olhá-lo a dormir mais um pouco!! :)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

40 semanas and still waiting...

Pois é, ainda à espera...
Continua tudo igual, mas já está marcada a indução do parto!
Se nada acontecer entretanto, de hoje a 8 dias o Miguel vai nascer quer queira quer não!! :)

Ansiosa, mas tranquila... A aproveitar os últimos dias de gravidez!!