quinta-feira, 17 de maio de 2012

Romantismo

Pensando em ti ganho forças,
Olhando para ti tenho paz,
Ouvindo a tua voz renovo as esperanças.

O teu cheiro me enche de vida
E quando me tocas arrepio-me
Como a areia quando tocada pelo mar...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Mar



Sinto-te longe
Quero-te perto
Peço ao mar
Que me devolva
O meu amor...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Simplicidade



Sei que sou uma pessoa simples, quase básica até...
Não quero com isto dizer que sou uma pessoa simples ou básica no sentido de ser uma pessoa primária, elementar, instintiva, retrógrada, bem pelo contrário, considero-me um tipo de pessoa até complexa... Mas isso é assunto para outros devaneios...
Refiro-me à minha forma de estar na vida e às coisas poucas e simples que me fazem feliz: estar em casa a ler um livro, ver um filme, ouvir música, à lareira com a pessoa amada ou na galhofa com a família... ou então passear num bonito jardim ou numa floresta, ver, sentir e cheirar o mar ou arriscar-me na montanha, estar com amigos numa esplanada sossegada, saborear comidas diferentes...
Coisas simples que conseguem fazer a minha felicidade e fazer-me sentir realmente bem.
Coisas simples e baratas ou até que nem têm preço.
A felicidade ao alcance da mão...




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cavalo Negro


Tenho um cavalo negro.
Negro como a noite
Negro como as trevas que existem no meu coração
Negro como negra é também a minha alma.

Nele cavalgo.
A noite inteira
Entre o céu e a terra
O mar e as montanhas.
Nele sou livre
E é também livre a minha alma.

Assim a minha alma pode cavalgar...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Imagem retirada de http://fabriciofsousa.blogspot.pt/2010/09/cavalo-negro.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Voz


Ouço a tua voz
Que preenche os meus ouvidos
Que invade o meu cérebro
E purifica a minha mente

Ouço-a uma e outra vez
Horas a fio
Sem me fartar

Tua voz suave
Ritmada
Harmoniosa
Dá-me paz

Não penses que não te amo por não te falar
Basta-me ouvir-te
Falar, sempre
Horas a fio
Sem me fartar

Conta-me
Conta-me tudo
Só não pares de falar
Só não cales tua voz

Tenho sede de palavras
Mata-me a sede com a tua voz
Segreda-me frases de amor ao ouvido
Sibila, qual serpente bendita
Sussura letras sem sentido
Quando não tens mais assunto

Só não pares de falar
Só não cales tua voz.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Espectro

Vivo longe
Mas moro perto.

Minha sombra e meu deserto
São de quem morreu
E de mim está perto.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Paz

Deixa-me em paz
Deixa-me morrer
O mundo se apraz
Por me ver sofrer.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 6 de maio de 2012

Notícias do baú de recordações

Hoje fui visitar o meu baú de recordações e de poemas antigos… Pensava em sensações que estou a sentir e que sabia que já tinha sentido em alguma altura da minha vida. Então decidi vasculhar as minhas memórias…

Notícias

Vejo o Mundo nas notícias,
Vejo a morte em todo o lado.
Os assassinos agora são terroristas
E os maus da fita são árabes.

Vejo o Mundo nas notícias,
Na caixinha televisão:
Pequena tela de cinema
Onde a realidade parece ficção.

Entre as notícias que chegam
Há aviões que chocam com torres,
Discotecas onde se dança a morte
E teatros palcos de massacres.

Onde irá chegar o Mundo
Com notícias como estas?!
Onde irão chegar os Homens
Nesta vida de promessas?!

Escrevi este poema em Outubro de 2002, passado um ano de notícias alarmantes, de acontecimentos marcantes, que com certeza todos os da minha geração se recordam. Sinto que hoje em dia não estamos melhor, até sinto que estamos em mais um ponto de viragem histórica… Só não sei se para melhor ou pior… Muitos dos valores em que acreditávamos estão constantemente a ser postos em causa e já não sabemos mais em quem confiar e com quem podemos contar. É realmente uma vida de promessas e não sabemos onde iremos chegar!...





Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

À espera da Primavera

Meu coração dorme
Á espera da Primavera
Onde possa finalmente
Despertar e florir de novo!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Deixo-vos com uma frase de reflexão:

Quão perto está o ódio do amor
E quão fácil nos é amar ou odiar!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Ausente


Não sei que espécie de efeito a chuva tem em mim, principalmente aquela fora de época, não o percebo em pleno, não sei que processos envolve, o que origina esse efeito, como ele se desenvolve, como ele leva a certas consequências...
Só sei que quando chove dias e dias seguidos sinto-me mais estática, melancólica, sem vontade...
Principalmente num momento como este, em que a minha vida está como que sem rumo, sem trajectória fixa definida...
Por isso tenho estado calada, sossegada, sem produzir...
Mas tenho consciência de que tal deve acabar! Mas que é isto?! Deixar-me afectar pela chuva... não pode ser... Regressarei em pleno, contrariando a minha falta de convicção inconsciente! E vai ser hoje!



Imagem retirada de http://imprensafalsa.com/tag/chuva

sábado, 28 de abril de 2012

Mais um poema inédito...

What do you see?
What do you seek?
Where are you going?
How can you breath?

It’s time for you.
It’s time for us.
The search is complete.
They’re waiting already…


Come!


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Pintura

Mais um pequeno presente!!!!
Este poema também faz parte do meu livro, aqui ao lado, já à venda!!!


Pintura

Fez-te o mar
Fez-te a sombra
Fez-te o luar
O horizonte.

Fez-te o céu
O azul, as nuvens
Fez-te o verde
As árvores, o chão
Tudo.

Fez-te a noite
Fez-te as estrelas
Fez-te a terra, o vento
A luz.

Fez-te assim
Fez-te como és
Para mim.
És mar, és sombra
Luar e horizonte
O céu, as árvores
A noite e as estrelas
És terra, és vento, és luz
És sonho puro
Do meu pincel.




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os poemas atrás publicados são inéditos...

Diferentes dos publicados no livro, mas fazem igualmente parte de mim...

Sete anos

Ao longo de sete anos
Sete anéis de brilhantes
Sete promessas de sonhos
Sete coroas de flores.

Ao longo de sete anos
Sete árvores cresceram
Sete histórias se perderam
Sete temporais rebentaram.

Ao longo de sete anos
Sete sovas tu me deste
Sete marcas no corpo
Sete punhais no coração.

Ao longo de sete anos
Sete mulheres diferentes
Sete enganos, traições
Sete formas de mentir.

Ao longo de sete anos
Sete filhos, sete abortos
Sete urgências de hospital
Sete anos, sete dores.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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