quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bem-aventurado


Bem-aventurado o que maneja a enxada tão bem como a caneta
E não tem medo de ser chamado lavrador.
De dia trabalha a terra e faz nascer seus alimentos
E à noite escreve papéis e faz nascer os seus poemas.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 22 de maio de 2012

O mundo é bom e belo ... Enquanto alguém olhar para ele com amor…


Como podes viver sem saberes se o que fazes é certo?
Como podes viver sem saberes o que queres?
Como podes acordar de manhã e voltar para a vida
Sem saberes o que os outros esperam de ti?

Como podes ter sonhos sem saberes se estes vão ser realidade?
Como podes continuar a sonhar seres o que não és?
Como podes continuar a caminhar nos dias
E sorrir, olhando o mundo com amor?

Sim, não sei se o que faço é certo.
Não sei o que quero nem o que os outros esperam de mim.
Não sei se os meus sonhos se tornarão realidade
E mesmo assim continuo a sonhar ser o que não sou
E continuo a caminhar nos dias
E sorrio porque o mundo é bom e belo
Enquanto alguém olhar para ele com amor…




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 20 de maio de 2012

Ausência

Estendo para ti a minha mão
Para sentir teu aconchego
Mas só encontro a meu lado
O teu lugar na cama vazio.

Chamo teu nome no escuro
Procuro-te pelo quarto
Por fim encaro a verdade
Já não estás mais aqui.

Depois dos beijos trocados
Depois das carícias infinitas
Depois do abraço apertado
Fico na solidão, triste.

Choro, gritando nunca mais.
Mas quando te aproximas de mim
Não consigo resistir-te
E de novo me entrego, feliz…



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Romantismo - Parte II

Acordo contigo no meu pensamento.
Passo o dia contando as horas que faltam para estar contigo.
O momento mais feliz é quando chega a noite
E te posso ver.
Adormeço a pensar em ti
E no sono sonho contigo.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Romantismo

Pensando em ti ganho forças,
Olhando para ti tenho paz,
Ouvindo a tua voz renovo as esperanças.

O teu cheiro me enche de vida
E quando me tocas arrepio-me
Como a areia quando tocada pelo mar...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Mar



Sinto-te longe
Quero-te perto
Peço ao mar
Que me devolva
O meu amor...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Simplicidade



Sei que sou uma pessoa simples, quase básica até...
Não quero com isto dizer que sou uma pessoa simples ou básica no sentido de ser uma pessoa primária, elementar, instintiva, retrógrada, bem pelo contrário, considero-me um tipo de pessoa até complexa... Mas isso é assunto para outros devaneios...
Refiro-me à minha forma de estar na vida e às coisas poucas e simples que me fazem feliz: estar em casa a ler um livro, ver um filme, ouvir música, à lareira com a pessoa amada ou na galhofa com a família... ou então passear num bonito jardim ou numa floresta, ver, sentir e cheirar o mar ou arriscar-me na montanha, estar com amigos numa esplanada sossegada, saborear comidas diferentes...
Coisas simples que conseguem fazer a minha felicidade e fazer-me sentir realmente bem.
Coisas simples e baratas ou até que nem têm preço.
A felicidade ao alcance da mão...




Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cavalo Negro


Tenho um cavalo negro.
Negro como a noite
Negro como as trevas que existem no meu coração
Negro como negra é também a minha alma.

Nele cavalgo.
A noite inteira
Entre o céu e a terra
O mar e as montanhas.
Nele sou livre
E é também livre a minha alma.

Assim a minha alma pode cavalgar...



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Imagem retirada de http://fabriciofsousa.blogspot.pt/2010/09/cavalo-negro.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Voz


Ouço a tua voz
Que preenche os meus ouvidos
Que invade o meu cérebro
E purifica a minha mente

Ouço-a uma e outra vez
Horas a fio
Sem me fartar

Tua voz suave
Ritmada
Harmoniosa
Dá-me paz

Não penses que não te amo por não te falar
Basta-me ouvir-te
Falar, sempre
Horas a fio
Sem me fartar

Conta-me
Conta-me tudo
Só não pares de falar
Só não cales tua voz

Tenho sede de palavras
Mata-me a sede com a tua voz
Segreda-me frases de amor ao ouvido
Sibila, qual serpente bendita
Sussura letras sem sentido
Quando não tens mais assunto

Só não pares de falar
Só não cales tua voz.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Espectro

Vivo longe
Mas moro perto.

Minha sombra e meu deserto
São de quem morreu
E de mim está perto.


Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Paz

Deixa-me em paz
Deixa-me morrer
O mundo se apraz
Por me ver sofrer.



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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domingo, 6 de maio de 2012

Notícias do baú de recordações

Hoje fui visitar o meu baú de recordações e de poemas antigos… Pensava em sensações que estou a sentir e que sabia que já tinha sentido em alguma altura da minha vida. Então decidi vasculhar as minhas memórias…

Notícias

Vejo o Mundo nas notícias,
Vejo a morte em todo o lado.
Os assassinos agora são terroristas
E os maus da fita são árabes.

Vejo o Mundo nas notícias,
Na caixinha televisão:
Pequena tela de cinema
Onde a realidade parece ficção.

Entre as notícias que chegam
Há aviões que chocam com torres,
Discotecas onde se dança a morte
E teatros palcos de massacres.

Onde irá chegar o Mundo
Com notícias como estas?!
Onde irão chegar os Homens
Nesta vida de promessas?!

Escrevi este poema em Outubro de 2002, passado um ano de notícias alarmantes, de acontecimentos marcantes, que com certeza todos os da minha geração se recordam. Sinto que hoje em dia não estamos melhor, até sinto que estamos em mais um ponto de viragem histórica… Só não sei se para melhor ou pior… Muitos dos valores em que acreditávamos estão constantemente a ser postos em causa e já não sabemos mais em quem confiar e com quem podemos contar. É realmente uma vida de promessas e não sabemos onde iremos chegar!...





Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

À espera da Primavera

Meu coração dorme
Á espera da Primavera
Onde possa finalmente
Despertar e florir de novo!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Deixo-vos com uma frase de reflexão:

Quão perto está o ódio do amor
E quão fácil nos é amar ou odiar!



Autora: Cristina Maria Maias Oliveira
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Ausente


Não sei que espécie de efeito a chuva tem em mim, principalmente aquela fora de época, não o percebo em pleno, não sei que processos envolve, o que origina esse efeito, como ele se desenvolve, como ele leva a certas consequências...
Só sei que quando chove dias e dias seguidos sinto-me mais estática, melancólica, sem vontade...
Principalmente num momento como este, em que a minha vida está como que sem rumo, sem trajectória fixa definida...
Por isso tenho estado calada, sossegada, sem produzir...
Mas tenho consciência de que tal deve acabar! Mas que é isto?! Deixar-me afectar pela chuva... não pode ser... Regressarei em pleno, contrariando a minha falta de convicção inconsciente! E vai ser hoje!



Imagem retirada de http://imprensafalsa.com/tag/chuva